Cidadania

Caminhada caça-fantasmas do centro de São Paulo

Locais como o Theatro Municipal e o Edifício Martinelli fazem parte do roteiro de imóveis mal-assombrados da cidade que completa 462 anos em 25 de janeiro

  • Publicado em 20/01/2016 19:14
São Paulo – A maior cidade da América do Sul chega a seus 462 anos na segunda-feira 25. Com tantos anos de história, São Paulo não poderia deixar de ter uma extensa lista de prédios e casas com fama de “mal-assombrados”, principalmente na região central. Por isso, na madrugada de 24 para 25, ocorrerá a 7ª edição da Caça aos Fantasmas do Centro, em comemoração ao aniversário da cidade.

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O passeio, gratuito e sem necessidade de inscrição, percorrerá os locais famosos por aparições sobrenaturais na região. Para entrar no clima, os participantes podem comparecer vestidos de fantasma. Os organizadores ainda vão premiar as 50 melhores fantasias e as 50 melhores fotos do passeio. Mais informações no www.caminhadanoturna.com.br.

O ponto de partida, às 23h59, será um dos mais famosos locais mal-assombrados da capital paulista: o Theatro Municipal. Fundado em 1911, o belo prédio coleciona inúmeros relatos de visitantes e funcionários que juram ter visto ou ouvido almas do outro mundo.

O edifício Martinelli (Rua São Bento), onde está localizada a sede do Sindicato, também leva a fama de assombrado e provavelmente fará parte do roteiro. O local já foi palco de crimes de destaque nos jornais. Um dos mais famosos teve como vítima uma jovem chamada Neide. Em 1965, a moça teria sido jogada do alto do Martinelli após ser assassinada, mas o caso nunca foi solucionado.

Joelma – Um dos pontos da cidade que mais causa arrepios é o Edifício Joelma (Praça da Bandeira, Rua Santo Antônio, 184 e Av. Nove de Julho, 225). Em 1974, um grande incêndio causou 191 mortes e deixou 300 feridos. Desde então, mesmo após sua reforma, o prédio é evitado por muitos e carrega o peso de dezenas de histórias de assombrações. Muitas pessoas afirmam ter, pelos andares do prédio, as almas dos que morreram na tragédia.

No Edifício Andraus (Av. São João com a Rua Pedro Américo, 32) a história é semelhante. Em 1972 um incêndio matou 16 pessoas e deixou mais de 300 feridos. Após o incidente, se tornaram comuns os depoimentos de pessoas sobre ruídos estranhos, som de passos e até mesmo de pessoas gritando por ajuda.

Castelinho da Apa – Outro ponto que certamente fará parte do roteiro é o Castelinho da Rua Apa (foto). A bela construção foi a residência de uma rica família paulistana que teve sua história marcada por um misterioso crime ocorrido na década de 1930. A matriarca da família e seus dois filhos morreram no que aparentou ter sido uma briga entre irmãos. A mãe teria ficado no meio do fogo cruzado entre os filhos. Ainda hoje há quem acredite que outra pessoa estava no local e teria sido a responsável pelos assassinatos. Estes rumores e a aparência do imóvel alimentam os relatos de aparições e gritos ouvidos na região.


Luana Arrais - 20/1/2015
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