Desmonte

Governo reabre plano de demissão voluntária na Caixa

Perdem empregados, cada vez mais sobrecarregados, clientes, com o atendimento precarizado, e o país, que vê a função social do banco ser destruída por Temer; Sindicato luta por mais contratações já

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 30/01/2018 15:31 / Atualizado em 10/07/2018 15:07

Foto: Divulgação

De acordo com notícias veiculadas na imprensa, a Caixa pretende reabrir o programa de demissão voluntária (PDV). Em 2017, o banco recorreu duas vezes ao PDV, com o objetivo de reduzir o quadro de empregados, que no final de 2014 contava com cerca de 101 mil trabalhadores e hoje beira os 88 mil. O banco público ainda tem cerca de 3 mil empregados próximos à aposentadoria, que se enquadram nos critérios para adesão ao PDV da Caixa. 

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“Questionada, a Caixa confirmou a reabertura do PDV e não informou a data e nem a expectativa de redução de postos de trabalho. Com isso, o banco reforça a intenção do governo Temer de reduzi-lo ainda mais, preparando-o para a privatização e favorecendo as instituições financeiras privadas. Perdem empregados, cada vez mais sobrecarregados; população, com o atendimento precarizado; e o país, que vê a redução do papel social da Caixa como banco público. A intenção do governo é justamente jogar a opinião pública contra a instituição, inviabilizando um atendimento de qualidade à população por meio da deterioração das condições de trabalho”, avalia o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

Para o dirigente, a reabertura do PDV se soma a outros golpes contra os empregados da Caixa. “Estamos na mira do governo Temer, que determina a política de gestão do banco. Não são poucos os ataques: descomissionamentos no âmbito da verticalização, exigência de CPA-20 para gerentes de carteira, mudanças no modelo de custeio do Saúde Caixa, revogação do RH 151, entre outros.”

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“O momento exige forte reação por parte dos empregados da Caixa. Temos de estar unidos, junto aos nossos sindicatos, dialogando com a população sobre a importância da Caixa 100% pública para o país. São nossos direitos e empregos que estão ameaçados. Só a luta te garante”, conclama Dionísio.

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Justiça – O Sindicato ingressou com ações na Justiça visando a contratação de mais empregados na Caixa. Uma delas cobra que os aprovados no concurso da Caixa de 2014 sejam chamados para ocupar os postos de trabalho e a outra exige respeito à lei de cotas para PCDs (pessoas com deficiência), uma vez que o próprio banco reconhece não respeitar o mínimo de 5% no seu quadro funcional.

“Temos um banco de reserva com cerca de 30 mil aprovados em 2014 aguardando convocação, lembrando que desde então não tivemos mais concursos na Caixa, o que antes acontecia em média de dois em dois anos. O banco também precisa respeitar a lei e assegurar 5% de PCDs no seu quadro. Em negociação, os representantes da Caixa admitiram que no quadro de empregados do banco os PCDs não ocupam nem mesmo 2% do total de postos de trabalho. As duas ações vão a julgamento neste ano. Continuamos na briga por mais contratações, tanto nas nossas reivindicações em mesas permanentes de negociação, quanto na Justiça”, conclui Dionísio. 



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