Cidadania

Debates sobre requalificação e realocação avançam

Na terceira reunião de GT, conquistado na Campanha 2016, bancos concordaram com demandas sobre igualdade de oportunidades e que a responsabilidade de qualificação não seja somente do trabalhador

  • Publicado em 16/02/2017 12:56
Redação Spbancarios
16/2/2017


São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos reuniram-se, na quarta-feira 15, para a terceira reunião do Grupo de Trabalho Bipartite de Requalificação e Realocação Profissional.

O GT, conquistado na Campanha Nacional 2016, já apresenta alguns avanços. Os bancos entendem os efeitos sobre os empregos colocados pelos avanços tecnológicos e as reestruturações.

“Não somos contra a tecnologia, ela é importante e faz parte da nossa realidade. Mas esse novo modo de trabalho tem tirado empregos da categoria bancária e essa é nossa maior preocupação. Daí a importância desse GT”, afirma a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.

Consensos – Na reunião desta quarta, a Fenaban concordou com algumas reivindicações dos trabalhadores: a transparência na divulgação de vagas. Também garantiu que os candidatos não sofrerão restrições por idade, raça, gênero, orientação sexual ou deficiência na disputa por oportunidades oferecidas. Outro ponto de concordância, é que a responsabilidade pela requalificação e realocação não seja somente dos trabalhadores.

“Por isso cobramos auxílio-educação para todos os bancários. Os trabalhadores não podem ser responsabilizados, sozinhos, pela requalificação muitas vezes demandada pelos bancos”, reforça Ivone.

Proteção ao emprego – O Comando entregou à Fenaban um documento com premissas para o debate de requalificação e realocação. Além da necessidade de os bancos oferecerem auxílio-educação para todos, o documento cobra responsabilidade das instituições financeiras com clientes, usuários e funcionários; propostas de ações de igualdade e democratização de vagas.

Os representantes dos trabalhadores destacaram o artigo 7º, da Constituição Federal, que trata dos direitos dos trabalhadores. O inciso XXVII fala da “proteção em face da automação”.

“E é isso que cobramos dos bancos. A tecnologia não pode roubar empregos, tampouco o direito de atendimento presencial dos clientes. E para isso, tem de haver condições de trabalho. Queremos que os bancos cumpram sua função social de bem atender à população e condições dignas de trabalho aos bancários”, explica a secretária-geral do Sindicato.

Os bancos analisarão o documento e uma nova reunião será agendada em breve.


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