Cidadania

Reaja agora ou morra trabalhando

Centrais sindicais e movimentos sociais definem calendário de lutas para barrar aniquilação da Previdência e tem protesto nacional dias 8 e 15; Sindicato vai participar das mobilizações e engajamento dos trabalhadores é fundamental para impedir retrocessos

  • Publicado em 16/02/2017 13:32
Redação Spbancários
16/2/2017


São Paulo – O Brasil será tomado por protestos, atos e paralisações contra a reforma da Previdência no mês de março. As centrais sindicais confirmaram a realização, no dia 15, de uma manifestação em âmbito nacional contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que pretende tornar o direito à aposentadoria praticamente inatingível. Os trabalhadores na educação já haviam aprovado, em congresso da CNTE (confederação nacional do setor), uma paralisação nessa data.

Segundo as entidades, “várias ações serão realizadas em conjunto” para impedir a aprovação da PEC, “que inviabiliza tanto a concessão de benefícios que representa, na prática, o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros”. Estão previstas para os próximos dias manifestações em aeroportos e bases eleitorais dos deputados. Na semana passada, a Câmara instalou uma comissão especial para avaliar a proposta.

No Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, também será uma data de protesto pela vidas das mulheres e contra as reformas trabalhista e na Previdência. Em São Paulo, a concentração começa às 15h, na Praça da Sé!

O Sindicato participará dos atos e convoca os bancários a lutarem pela garantia do direito à aposentadoria.

Dentre as mudanças previstas na PEC 287 está a idade mínima de 65 anos para conseguir aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres, e a contribuição por 25 anos. Para conseguir o benefício integral, a pessoa terá de trabalhar 49 anos. Ou seja, terá de ingressar no mercado de trabalho no mínimo aos 16 anos para trabalhar até os 65 anos, sem ficar um único mês desempregado: só assim conseguirá o benefício total.

“No Brasil, a população começa a trabalhar cedo, e com projetos de lei propostos pelo próprio governo para retirada de direitos e desregulamentação das leis trabalhistas, como o trabalhador terá registro em carteira para contribuir por 49 anos para conseguir aposentadoria integral?”, questiona a secretária-geral do Sindicato e bancária do Itaú, Ivone Silva.

“Se a população não se mobilizar e protestar, o governo Temer, em conluio com o Congresso Nacional, vai nos retirar mais esse direito, da mesma forma que fizeram com o congelamento de investimentos em saúde e educação por 20 anos”, alerta a dirigente.

Reaja – Sob o mote Reaja agora ou morra trabalhando, a CUT dará início a um movimento que deve tomar as ruas do país pela preservação de direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora.

“É preciso organizar a sociedade brasileira, alertar as pessoas sobre o real objetivo das mudanças que afetam toda a classe trabalhadora. A proposta não é reformar a Previdência e sim acabar com ela, para que os bancos vendam planos de previdência privada”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.

No dia 21, representantes das centrais irão a Brasília para reuniões com os presidentes da Câmara e do Senado e líderes partidários. Já nesta semana, deverão procurar representantes das comissões especiais da PEC da Previdência e da reforma trabalhista.

A Frente Brasil Popular, movimento que reúne mais de 60 entidades, divulgou no sábado 11 uma agenda nacional de mobilização contra as reformas trabalhistas e da Previdência. Trabalhadores, estudantes e movimentos sociais afirmam que os retrocessos só serão barrados com mobilização nas ruas.


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