Santander

Troca de convênio: prejuízo e dúvidas no Santander

Sindicato cobra do banco espanhol manutenção dos direitos dos funcionários e esclarecimentos sobre como ficam coparticipação, reembolso, rede credenciada e mudança de nível no novo plano de saúde

  • Publicado em 24/02/2017 18:03
Jair Rosa, Spbancarios
24/2/2017


São Paulo – Pelo quinto ano consecutivo a direção do Santander desrespeita os funcionários no que diz respeito ao plano de saúde. Novamente sem qualquer negociação com o Sindicato, o banco espanhol comunicou que trocará o convênio médico: sai Bradesco Saúde e entra Sul América Saúde.

Um dos efeitos da substituição, segundo o Santander, é o aumento da coparticipação de 20% para 25% nas consultas, exames, terapias e atendimento de emergência e, a partir da sexta consulta, essa cobrança vai a 30%.

Já os que forem admitidos pelo banco a partir de 1º de março arcarão com custo maior do plano de saúde. Os funcionários atuais arcam de 10% a 30% do custo mensal do convênio médico e o Santander com o restante. Os futuros empregados desembolsarão de 25% a 50% do custo do plano e a instituição com o resto. Além disso, a cobrança aos novos bancários será feita por pessoa e por faixa etária, elevando o valor da mensalidade para quem tem dependente e esta com idade mais elevada.

Questionado pelo Sindicato sobre como ficam situações, por exemplo, de gestantes com agendamento médico ou pessoas que iniciaram tratamento, o Santander assumiu compromisso de atender esses casos e outras exceções, sem que haja prejuízo aos trabalhadores.

“Os funcionários estão apreensivos, pois não sabem quais serão os demais efeitos dessa troca. Além desses aumentos, que pesarão no bolso das pessoas, os funcionários que optaram por pagar para subir de modalidade de convênio (upgrade) regressarão automaticamente para o patamar anterior. Também não sabemos como ficará a rede credenciada, valores de reembolso, o percentual que assumirão do custo total, entre outras questões importantes”, afirma a diretora executiva do Sindicato e funcionária do Santander Vera Marchioni.

Todas as perguntas, bem como histórico das medidas unilaterais do Santander constam em documento enviado pelo Sindicato nesta sexta 24 à direção do banco, com prazo até 2 de março para serem respondidas.

“Não dá para o banco impor mudanças dessa forma. São milhares de trabalhadores e respectivos dependentes e agregados que utilizam o plano. Eles têm direito de saber de tudo. E o Sindicato quer as informações para negociar condições melhores para todos, bem como a manutenção de todos os direitos”, diz o dirigente sindical Ramilton Marcolino. “A gestão de Sergio Rial tem se mostrado a pior na direção do banco no Brasil, pois tem jogado toda a conta da redução de custos para os trabalhadores, enquanto o banco aumenta seus lucros e cobra altas tarifas dos brasileiros.”

Entenda o debate – As mudanças unilaterais no plano de saúde pelo Santander começaram em 2013. Em novembro daquele ano o banco aplicou reajuste de cerca 30% na mensalidade e tentou implementar cobrança por faixa etária, que só não foi colocada em prática graças a uma ação do Sindicato na Justiça.

Em 2014 novamente reajustou em cerca de 20% a mensalidade e reduziu de 24 para 21 anos a permanência do filho no plano de saúde como dependente. Dessa forma, os filhos a partir de 21 anos continuam no convênio até os 24 anos, mas na condição de agregados, com o funcionário tendo de arcar com o preço cobrado pelo plano no mercado.

E em 2015 e 2016, aplicou reajustes nas mensalidades muito acima da inflação. 


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