Se votar, não volta!

Adesão à greve e pressão nas redes deve se intensificar

CUT e outra centrais estão mobilizando suas categorias. Bancários de São Paulo, Osasco e região também opinam sobre paralisação contra reforma da Previdência em assembleias nos locais de trabalho. Participe!

  • Redação Spbancarios, com informações da CUT
  • Publicado em 14/02/2018 16:18 / Atualizado em 16/02/2018 17:39

Foto: Roberto Parizotti/CUT

São Paulo – A adesão à greve contra a reforma da Previdência, que será realizada na segunda-feira 19, cresce em todo o país. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais estão mobilizando suas categorias para realizar uma grande paralisação nacional contra a proposta do governo Temer que, se aprovada pelo Congresso Nacional, acabará com a aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras. A CUT divulgou reportagem nesta sexta-feira 16 destacando a necessidade de se intensificar a pressão, ampliando a mobilização de segunda 19 e ampliando as ações nas redes sociais e bases eleitorais dos deputados, utilizando ferramentas de ação sindical e popular, como o site Na Pressão, criado pela secretaria de Comunicação da CUT

“Temos de aumentar ainda mais a pressão nos deputados. Quem aprovar o fim da aposentadoria pode vestir o pijama, pois pra Brasília não volta. Nunca mais vai ser eleito”, afirma o presidente da CUT, o bancário Vagner Freitas. “Independentemente do dia em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia colocar a proposta em votação, o dia 19 é dia de parar Brasil”, acrescenta.

E em todo o Brasil, as CUTs estaduais já estavam organizadas e mobilizadas para lutar contra mais esse retrocesso. Muitas assembleias já foram feitas e atos marcados (veja abaixo). Em São Paulo, o dia de greve encerra com grande ato na Avenida Paulista, com concentração às 16h, no vão livre do Masp.

Bancários vão aderir – Os bancários de São Paulo, Osasco e região, em assembleias nos locais de trabalho (realizadas nos dias 8,9, 14 e 15), decidiram aderir à paralisação do dia 19. Nas consultas feitas pelo Sindicato, 88% disseram sim à greve e à luta por seus direitos contra a reforma de Temer.

“Em consultas anteriores sobre outras paralisações, a categoria bancária mostrou sua disposição para a luta dizendo sim à greve. E a nossa pressão fez com que o Congresso recuasse e desistisse de votar a reforma da Previdência”, lembra a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro. “Nossa pressão surtiu efeito, por isso temos que aumentar a mobilização”, acrescenta Neiva, convocando os bancários para o ato na Avenida Paulista que encerrará o dia de greve, com concentração às 16h, no vão livre do Masp. 

Neiva destaca ainda que a PEC 287, da Previdência, é rechaçada pela grande maioria da população e não é diferente entre a categoria bancária. “O governo mente quando diz que a medida vai acabar com privilégios. Na verdade, essa reforma dificulta o acesso à aposentadoria para milhões de trabalhadores, entre eles os bancários, mas mantém privilégios para deputados, senadores, juízes e militares”, diz Neiva.

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Se votar, não volta! – O presidente da CUT ressalta que governo e base aliada ainda não colocaram a proposta em votação na Câmara por causa da pressão dos trabalhadores. “Não votaram até agora porque não tiveram votos [são necessários 308 votos favoráveis]. Os deputados estão com medo de aprovar essa proposta nefasta e não serem reeleitos”, disse Vagner Freitas.

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Com a intervenção militar no Rio de Janeiro, a votação de alterações na Constituição, como é o caso da PEC da Previdência, são suspensas, mas Temer já afirmou que, se for necessário, interrompe a intenvenção militar para votar a reforma da Previdência. Assim, deixa claro que continua negociando sua aprovação.

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Pressão nas ruas e nas redes – O secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, reforça a necessidade de ampliar a pressão aos parlamentares e intensificar o diálogo com as bases, pois, segundo ele, foi o que conseguiu barrar a votação da reforma da Previdência até agora.

“O governo ainda não tem os votos necessários para aprovar a reforma, essa é a grande verdade. Ganhamos a opinião pública e conseguimos furar o bloqueio midiático, esclarecendo à sociedade que a reforma se trata, na verdade, do fim do direito à aposentadoria”, avalia Roni.

Ele explica que, para ajudar na mobilização e pressão, a secretaria de Comunicação da CUT elaborou uma série de materiais com fotos e informações de cada parlamentar que poderão ser impressos e utilizados tanto nos atos quanto nas redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp.

Foram produzidos 366 memes – 195 de deputados que estão indecisos e 171 dos que estão com Temer pelo fim da aposentadoria. Ao acessar o link, duas pastas estarão disponíveis, com a lista dos deputados favoráveis à reforma e dos indecisos, separados por estado.

“É necessário usarmos todas as ferramentas criadas pela Central para pressionar os parlamentares, além de se informar sobre a reforma da Previdência nos meios de comunicação cutistas, como o Portal da CUT e as páginas oficias da Central nas redes”, orienta Roni.

O site Na Pressão, lançado em junho de 2017 e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais, é uma das ferramentas criada pela CUT para auxiliar na pressão aos deputados.

O site possibilita enviar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor da reforma do ilegítimo Temer.

“É só acessar e fazer a pressão de onde estiver”, conclui Roni.

ATOS NO DIA 19 DE FEVEREIRO

Confira todas as ações marcadas para segunda-feira (19)
*Lista em atualização 

BAHIA
Em Salvador, terá manifestação no Iguatemi, a partir das 7h. No período da tarde, a concentração começa às 15h para o ato no Campo da Pólvora

DISTRITO FEDERAL
Em Brasília, além das ações durante o dia, tem ato às 17h, no Museu da República.

FORTALEZA
No Ceará, haverá atos e paralisações em todas as regiões do estado, sendo a maior delas marcada no Centro de Fortaleza. A partir das 9h haverá uma caminhada pelas ruas do Centro com concentração na Praça da Bandeira.

MATO GROSSO
Em Cuiabá, às 8h, tem ato no INSS da Avenida Getúlio Vargas.

PARÁ
Em Belém, às 7h, ação nas agências bancárias da Avenida Presidente Vargas; às 11h, ato no Mercado São Brás.
Em Marabá, às 7h30, panfletagem em frente a agencia do INSS; às 9h, audiência pública na Câmara Municipal.

PARANÁ
Em Curitiba, às 8h, panfletagem no Terminal Guadalupe – esquina das Ruas Marechal Deodoro e João Negrão; 9h, panfletagem em frente a agência do INSS; 10h, concentração na Boca Maldita; 11h, aula pública na Boca Maldita; 14h, panfletagem na ALEP.

PERNAMBUCO
Em Recife, às 15h, tem ato público no Parque 13 de Maio.

PIAUÍ
Em Teresina, tem ato marcado para às 8h, na Praça Rio Branco

RIO DE JANEIRO
No Rio de Janeiro, tem ação no aeroporto Santos Dumont de manhã, no embarque dos deputados; e, às 16h, tem ato na Candelária.

RIO GRANDE DO NORTE
Em Natal, tem ato a partir das 14h, em frente a Agência do INSS, Rua Apodi, 2150 – Tirol.

RIO GRANDE DO SUL
Em Porto Alegre, às 5h, marcha do Laçador até o aeroporto; às 7h, concentração na rodoviária; às 9h, ato em frente a agencia do INSS; às 17h, ato na esquina Democrática.

SANTA CATARINA
Em Florianópolis, o transporte coletivo ficará paralisado durante todo o dia 19. A partir das 9h, a CUT e demais centrais sindicais e entidades farão um arrastão no centro da capital para fechar o comércio e os bancos. E, a partir das 16h, acontecerá um ato na Praça de Lutas, que terminará com uma passeata até a agência do INSS.

Em Criciúma, haverá um ato acontecerá a partir das 8h, em frente à agência do INSS.

Haverá mobilização também em Araranguá, Blumenau, Chapecó e Joinville.

SÃO PAULO (em atualização)
Em São Paulo, às 16h, tem ato público em frente ao MASP, na Avenida Paulista.

 



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