Mobilização

Bancárias vão aderir à Jornada de Luta das Mulheres

Ato de lançamento acontece neste sábado 24; calendário de atividades vai até o dia 1º de maio

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf
  • Publicado em 23/02/2018 17:08 / Atualizado em 23/02/2018 18:19

Foto: Jailton Garcia / Arquivo / Seeb-SP

São Paulo – Em resistência às ofensivas contra direitos duramente conquistados, bancárias participarão da Jornada de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos. O calendário, organizado pela CUT-SP e entidades parceiras, prevê atividades até o dia 1º de maio. O ato de lançamento será no sábado 24, às 10h, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Neiva Ribeiro, secretária-geral do Sindicato, defende que a mobilização das trabalhadoras é fundamental para impedir os retrocessos e cita como exemplo a luta contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer.

“Neste sábado, várias dirigentes e militantes estarão reunidas para dar início a essa jornada que vai discutir várias questões relativas às mulheres, como a aposentadoria. Porque nós mulheres temos mais dificuldade de nos aposentar, de permanecer no mercado de trabalho por conta da gravidez e da dupla jornada”, afirmou a dirigente. “Recentemente nós vencemos a reforma da Previdência com nossas mobilizações, dando um recado aos deputados de que se eles aprovarem essa reforma eles não se elegerão. Mesmo assim, temos de ficar muito atentos, tanto nós mulheres como os trabalhadores em geral”, completa.

Elaine Cutis, secretária da Mulher da Contraf-CUT, lembra que muitos direitos das mulheres historicamente conquistados estão sob ameaça desde o início do governo Temer. E também lembra dos índices alarmantes de agressões registrados cotidianamente contra elas.

“É preciso chamar a atenção para o desmonte das políticas públicas, principalmente as de combate à violência contra a mulher. Além disso, há vários projetos tramitando hoje no Congresso Nacional que representam verdadeiros retrocessos, que exigem que a gente reafirme o nosso compromisso de luta”, afirmou a dirigente.

Em quase um ano e meio de governo ilegítimo, Temer e sua base aprovaram uma PEC que limita os investimentos públicos em áreas como a da saúde, educação e assistência social, e uma reforma trabalhista que precariza as condições dos trabalhadores, com impacto ainda maior para as mulheres. Há também as ameaças de uma reforma previdenciária que irá impedir muitas trabalhadoras de acessarem a aposentadoria e pautas conservadoras como o Estatuto do Nascituro, que impede a interrupção da gravidez até em casos de estupro, como informa a Contraf-CUT.

Além disso, pesquisa recente aponta que as mulheres são as mais prejudicadas pelo desemprego. Além de serem maioria entre os trabalhadores desempregados, demoram mais para conseguir se realocar no mercado de trabalho.

Todos esses pontos serão debatidos durante a Jornada, que também irá discutir a sub-representação feminina nos espaços de poder,  incentivando a participação das mulheres nas eleições deste ano; como impedir o avanço do conservadorismo, e o aumento dos casos de feminicídio no país.

No 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, as trabalhadoras da CUT se unem no tradicional ato em São Paulo.



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