Assédio Não!

ONGs farão campanhas pelo fim do assédio a mulheres no Carnaval

Campanha visa coletar dados de violência para cobrar politicas públicas contra a cultura do estupro durante a folia. Atos serão realizados no Recife, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre, em João Pessoa, em Campina Grande e em Ouro Preto

  • Agência Brasil, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 09/02/2018 18:26

O grupo vai distribuir “fitinhas da sororidade” durante a folia, para identificar mulheres dispostas a ajudar em situações de abuso ou violência

Foto: Madalena Rodrigues/Agência Brasil

São Paulo – Durante o Carnaval, diversas campanhas pelo Brasil pedem o fim do assédio sexual contra mulheres. A preocupação não é à toa: entre o Carnaval de 2016 e 2017, os casos de violência sexual contra mulheres registrados pela Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) aumentaram 88%. Uma das iniciativas deste ano é a campanha #AconteceuNoCarnaval, que vai atuar em cidades como Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, João Pessoa, Campina Grande e Ouro Preto. A iniciativa é de quatro organizações sociais: Rede Meu Recife, Mete a Colher, Women Friendly e Minha Sampa.

O grupo vai distribuir “fitinhas da sororidade” durante a folia, para identificar mulheres dispostas a ajudar em situações de abuso ou violência. Também estão sendo colados cartazes pelas cidades, com frases da campanha contra o machismo e o assédio e em favor da liberdade das mulheres. 

A campanha vai recolher relatos de mulheres para contabilizar e mapear os casos de assédio durante as festas e elaborar um relatório que servirá para pressionar o poder público por políticas de prevenção e de combate à cultura de assédio no Carnaval. Os relatos podem ser feitos pelo whatsapp: (81) 99140-5869, de forma anônima.

Denúncias - As campanhas também orientam mulheres a fazer o registro da ocorrência, no caso de abuso ou violência. No caso de a mulher sofrer algum tipo de violência sexual, o grupo orienta a procurar ajuda médica, principalmente pela necessidade de tomar remédios preventivos a doenças sexualmente transmissíveis, o que deve ser feito em até 72 horas.



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