São Miguel Paulista

Sindicato protesta por melhores condições de trabalho no Santander

Fechamento de unidades na zona leste da capital paulista vem causando superlotação em agência remanescente

  • Danilo Motta, redação Spbancarios
  • Publicado em 12/02/2019 11:41 / Atualizado em 12/02/2019 11:43

Agência São Miguel Paulista do Santander apresenta superlotação e longas filas

Foto: Seeb-SP

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região esteve presente nesta segunda-feira 11 na agência São Miguel Paulista do Santander para dialogar com clientes e funcionários e realizar um abaixo-assinado por melhores condições de trabalho. A unidade vem apresentando superlotação, o que causa estresse, sobrecarga e adoecimento para os trabalhadores do local.

O problema vem ocorrendo após o fechamento de duas das quatro unidades do Santander no bairro da zona leste de São Paulo. Uma terceira agência foi transformada em posto de atendimento comercial, ou seja, sem atendimento de caixas, que foi totalmente transferido para a agência remanescente.

“A reivindicação é que pelo menos o Santander preencha toda a bateria de caixas da agência, uma vez que há sete guichês disponíveis e nem todos estão em funcionamento por falta de funcionários. Além disso, também estamos cobrando que o banco reabra a unidade que foi transformada em posto comercial, para desafogar um pouco o fluxo de clientes”, explicou o diretor do Sindicato Marcelo Sá (foto).

O dirigente ressalta que a região é bastante populosa e há grande necessidade de mais agências bancárias para aliviar o volume de trabalho dos bancários que atuam na localidade.

“O Santander teve um lucro de R$ 12,3 bilhões no último ano, um aumento de 24,7% em relação ao ano anterior. E o que sobra para o trabalhador é descaso. Só com tarifas ele paga 185% da folha de pagamento e não dá contrapartida para os clientes, que pegam filas enormes, sistema digital ruim, aplicativos com lentidão e queda. Não é possível que em um banco com rendimentos desta magnitude a gente receba relatos de filas com até 3h de duração. É um desrespeito com o bancário e com o cliente. A população brasileira está cansada desta exploração”, completou.



Voltar para o topo