Transporte

Itaú complica chegada ao trabalho no CAT e ITM

Trabalhadores do CAT e ITM encontram problemas com transporte oferecido pelo banco, superlotado e demorado

  • William De Lucca, SPBancários
  • Publicado em 07/03/2017 18:47 / Atualizado em 10/03/2017 16:47

Transporte das estações de Metrô até os locais de trabalho é insuficiente

Foto: Seeb-SP

São Paulo – Bancários do Itaú, mais precisamente no ITM, na Vila Matilde, e no CAT, no Tatuapé, até querem ir trabalhar pontualmente, mas o banco está se esforçando para que isso não aconteça. O transporte oferecido pelo Itaú das estações de Metrô até os locais de trabalho não atende a demanda dos funcionários, que chegam sistematicamente atrasados e são punidos por isso.

As reivindicações são antigas em ambas as concentrações. No CAT, os ônibus cedidos pelo Itaú para levar os bancários do Metrô Tatuapé até o local são poucos para atender o número de trabalhadores.

“Todos os dias tem gente chegando atrasado porque as filas estão enormes e a gente demora muito até chegar no CAT, mas os gestores não querem saber o motivo”, desabafa um bancário que usa o transporte diariamente.

O dirigente sindical e funcionário do Itaú, Serginho Lopes, conta que o Sindicato já questionou o banco inúmeras vezes sobre o problema, mas nada foi feito. “Reivindicamos pelo menos mais um ônibus neste trajeto, nos horários de pico”, explica.

No ITM, o problema não é diferente. Cerca de 1,5 mil trabalhadores do CA Raposo passaram a trabalhar no local, mas o número de vans usadas para o transporte até as estações do Metrô não aumentaram.

“O Itaú chegou a implementar quatro horários adicionais, mas que não atendem a demanda porque são fora do horário de pico”, conta o dirigente sindical Antônio Soares, o Tonhão.

Segundo ele, a fila para as vans é confusa e longa, e os trabalhadores acabam sendo penalizados por chegar fora do horário, inclusive sendo ameaçados de demissão por justa causa.

O Sindicato notificou o Itaú sobre o problema, e deixou claro que se, caso não seja tomada nenhuma atitude para melhorar o transporte dos trabalhadores, os centros administrativos cruzarão os braços.



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