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Por que a violência contra a mulher ainda persiste?

Apontar os motivos da violência de gênero, raça e discutir caminhos para fortalecer políticas de promoção à igualdade estarão em debate no MB com a presidenta 

  • Elisângela Cordeiro, Spbancarios
  • Publicado em 17/03/2017 18:37 / Atualizado em 16/05/2017 13:38

São Paulo - A violência contra mulheres e meninas é uma grave violação dos direitos humanos. Seu impacto varia entre consequências físicas, sexuais e mentais, incluindo a morte. Afeta negativamente o bem-estar geral e as impede de participar plenamente na sociedade. A violência tem consequências negativas também para famílias, comunidade e para o país em geral. 

Apontar os motivos pelos quais ainda as mulheres são vítimas da violência de gênero e raça e discutir os caminhos para a efetividade de políticas de promoção à igualdade e respeito à identidade de gênero estão entre os destaques do MB com a Presidenta desta segunda-feira 20, às 20h.

Para o debate, Juvandia Moreira recebe um time de especialistas: a advogada trabalhista Amanda Claro, integrante da Rede Feminista de Juristas; e Patrícia Mannaro, procuradora municipal, secretária executiva da Diretoria da Aliança Nacional LGBTI.

Participe – Para participar, envie dúvidas e comentários para [email protected], via Twitter usando #MBemDebate ou ainda pelo Facebook.
 
Violência muito presente - Do total de atendimentos realizados no pelo Disque 100 em 2015, 76.651 corresponderam a relatos de violência, dos quais 58,86% cometidos contra negras. Dentre eles, 50,16% estavam relacionados à violência física; 30,33% à violência psicológica; 7,25%, à violência moral; 2,10%, à violência patrimonial; 4,54% à violência sexual; 5,17% a cárcere privado; e 0,46% a tráfico de pessoas.  

Promoção da igualdade é prioridade - De acordo com pesquisa da ONU Mulheres, 75% da população quer prioridade para políticas de promoção da igualdade de gênero nas cidades. Os dados revelam que 8 em cada 10 mulheres querem municípios mais igualitários, com incentivo às mesmas oportunidades de acesso e desenvolvimento na educação e na cultura, ao mercado de trabalho e mesmos salários, além de promoção a políticas que assegurem oportunidades iguais de atuação em partidos políticos e governos para mulheres e homens. 

Identidade de gênero - Machismo, preconceito, discriminação e assédio presentes em nossa sociedade também vitimizam pessoas LGBT. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, que faz um levantamento anual sobre os casos de violência contra LGBT com base nas notícias da imprensa, 343 mortes de pessoas LGBT registradas em 2016 no Brasil, uma morte a cada 25 horas. Em 2015, haviam sido levantados 318 casos.

Em outro levantamento, a Rede Trans Brasil divulgou um dossiê neste ano traçando um raio-x das travestis, transexuais e transgêneros no país. Batizado de A Geografia dos Corpos das Pessoas Trans, o relatório traz informações sobre a transfobia e os alto índices de violência. De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2013, a expectativa de vida desse grupo social não passa dos 35 anos, menos da metade da média nacional de 74,9 anos da população em geral. 



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