Instabilidade no Emprego

Fechamento de agência do Santander preocupa bancários

Prédio na Rua Pamplona será vendido; Sindicato exige manutenção dos empregos e cobrou do RH do banco explicações sobre destino dos trabalhadores, mas não obteve resposta

  • Leonardo Guandeline, Spbancarios
  • Publicado em 12/03/2018 15:55 / Atualizado em 12/03/2018 17:42

Foto: Paulo Pepe/Arquivo Seeb-SP

São Paulo – Mesmo com o lucro extraordinário de R$ 9,953 bi em 2017, o maior de sua história, e com os sucessivos cortes de direitos dos trabalhadores amparados pela deforma trabalhista de Temer, o Santander anunciou para a sexta-feira 16 o fechamento da agência Pamplona.

Com o objetivo claro de reduzir custos e aumentar seus ganhos, o banco informou aos bancários e aos clientes que o prédio onde funciona a agência será vendido. O Sindicato cobrou explicações do RH-Relações Sindicais do Santander, mas não obteve retorno. A categoria exige a manutenção dos empregos, por meio da realocação dos funcionários em outras agências próximas.

“Em reunião com os trabalhadores na agência, o Sindicato constatou que eles estão apreensivos com as incertezas. Mesmo com o lucro estratosférico no ano passado, o Santander ainda desrespeita e penaliza trabalhadores, pais e mães de família, com a instabilidade no emprego”, declara a dirigente sindical e funcionária do Santander Wanessa Queiroz. “Com isso, o banco amplia sua carteira na área digital, deixando o cliente refém do atendimento eletrônico”, acrescenta.

No ano passado, o banco espanhol não sentiu nem o cheiro da crise no Brasil e teve lucro líquido gerencial 35,6% maior que o de 2016. O montante obtido no Brasil representou 26% do lucro global do banco espanhol, que foi de € 6,6 bilhões, sendo a unidade mais lucrativa do grupo.

Reportagem publicada pelo Jornal do Brasil, no domingo 11, mostra que o Santander cobra em empréstimos até 20% mais de seus clientes brasileiros, na comparação à clientela espanhola.

"Esse caso do Santander é um exemplo do que os bancos estrangeiros fazem no Brasil. Se aproveitam de vantagens oferecidas para ter muito mais lucro e não dão contrapartida ao povo brasileiro. Todo o lucro daqui vai direto para a Espanha", ressalta a diretora executiva do Sindicato e bancária do Santander Maria Rosani.



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