Gestão Doria

Servidores entram em greve contra reforma da previdência municipal em SP

De acordo com o sindicato da categoria, cerca de 220 mil servidores serão afetados caso a reforma pretendida por Doria seja aprovada

  • Publicado em 12/03/2018 13:06

Em frente à sede a prefeitura de São Paulo, servidores anunciaram greve até dia 15 de março

Foto: Marcos Bizzotto/AGIF/Folhapress

São Paulo – Em assembleia na quinta-feira 8, servidores municipais de São Paulo decidiram entrar em greve contra a proposta de reforma da previdência municipal pela gestão de João Doria (PSDB). Em frente à sede da prefeitura da capital, eles resolveram parar por pelo menos uma semana. Nova assembleia está prevista para a quinta-feira 15, dessa vez em frente à Câmara, onde a proposta tramita, com o Projeto de Lei 621/2016. A reportagem é da RBA.

A reforma prevê uma alíquota suplementar temporária, que dependeria da faixa salarial do servidor, o que pode fazer com que a contribuição seja de até 18,2% do seu rendimento. Segundo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), cerca de 40 mil pessoas participaram do ato e diversas categorias também aderiram à greve. "A ideia de atacar os servidores e promover o fim da prestação de serviços para a população não faz sentido. O prefeito deveria pensar em formas de incentivar a educação, saúde, urbanismo, serviço funerário, assistência social, segurança entre tantos outros serviços prestados à população e não desmotivar os trabalhadores com descontos abusivos", diz a nota da entidade.

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) informou que 75% das escolas da capital paulista estão paralisadas. A primeira votação do projeto pelos vereadores está prevista para ocorrer entre os dias 20 e 23 e a segunda, entre os dias 26 e 28. "Todos os servidores (da cidade de São Paulo), ativos e aposentados, de todas as secretarias, estão no mesmo barco. Não podemos aceitar os argumentos do governo de que, para cobrir um suposto déficit no sistema previdência, é preciso aumentar a contribuição para o Iprem (Instituto de Previdência Municipal de São Paulo) e ainda criar uma contribuição suplementar. Estas medidas são um verdadeiro confisco aos nossos salários", afirmou o presidente do Sinpeem, Claudio Fonseca.

De acordo com o sindicato, cerca de 220 mil servidores serão afetados caso a reforma seja aprovada. "A administração diz que precisa fazer a reforma para investir em educação, mas vai fazer isso tirando dos professores, que além de não terem o reajuste salarial necessário, vão ter maior retenção de parte da sua renda. O efeito é desastroso", criticou Fonseca ao UOL.

"O governo esconde as responsabilidades do município e esquece que déficit e crise no sistema previdenciário existem por uso indevido dos recursos da Previdência, atrasos ou não repasse das contribuições dos servidores e da Prefeitura para a conta específica do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da cidade”, completou Claudio Fonseca.



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