Cidadania

1 ano sem Marielle Franco

Há um ano a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, foram assassinados. Apesar da grande repercussão e prisão de suspeitos, as investigações seguem sem apontar mandantes e as motivações do crime

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 14/03/2019 13:12

Fernando Frazão/Agência Brasil

Há um ano a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, foram assassinados. Apesar da grande repercussão, as investigações seguem sem apontar quem mandou matar Marielle.

Neste um ano, autoridades propagandearam que as investigações estavam perto do fim. Em10 de maio, o então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que “a investigação do caso Marielle está chegando à sua etapa final”. 

Em 31 de agosto, o general Braga Netto, que comandava a intervenção federal no Rio, declarou que até o final do ano o caso estaria esclarecido. Em novembro, o delegado Rivaldo Barbosa e o então secretário de Segurança Pública do Rio, Richard Nunes, também garantiram que a elucidação estaria próxima.

2019 chegou e com ele a mudança de governo. Porém, as promessas vazias seguiram. Em 12 de janeiro, o governador Wilson Witzel (PSC) afirmou que o crime possivelmente estaria solucionado até o final do mês.

A omissão das autoridades levou a Anistia Internacional a divulgar levantamento com vinte perguntas sobre o caso. Entre os pontos críticos estão a falta de respostas sobre o desligamento das câmeras de segurança do local do crime dias antes do assassinato, o desaparecimento de submetralhadoras da Polícia Civil e o desvio de munição da Polícia Federal.

“As autoridades não respondem às denúncias graves que vieram à tona e, quando se pronunciam, parecem não se responsabilizar pelo que dizem. Marielle era uma figura pública, uma vereadora eleita. Seu assassinato é um crime brutal e as autoridades não estão respondendo adequadamente” diz Renata Neder, coordenadora de pesquisa da Anistia Internacional no Brasil.

“Marielle era defensora dos direitos humanos e incomodava. Enquanto não for punido quem matou, quem mandou matar e esclarecido por qual razão Marielle foi morta, não poderemos dizer que vivemos uma democracia”, avalia a secretária de Imprensa do Sindicato, Marta Soares.

Prisões - Na manhã desta terça-feira 12, foram presos PM e ex-PM acusados de envolvimento na morte da vereadora. Porém, não foram divulgadas informações sobre a motivação e possíveis mandantes do crime. 
 



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