Dia Internacional da Mulher

8 de Março: Luta por igualdade, direitos, Previdência pública e democracia

Sindicato participa do Dia Internacional da Mulher com mobilização e programação especial

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 07/03/2019 16:03 / Atualizado em 07/03/2019 18:39

Arte: Linton Públio

Igualdade de oportunidades para todos e respeito às diferenças são bandeiras fundamentais do Sindicato. Por isso, em mais um ano, a entidade se engaja na luta das mulheres por respeito, pelo direito à vida e por igualdade no mercado de trabalho. Além de participar do Ato Unificado do 8 de Março (Dia Internacional da Mulher), a entidade realiza programação especial neste mês de março (confira no final da matéria).

Faça a sua sindicalização e fortaleça a luta em defesa dos direitos trabalhistas

“A ampliação dos direitos das bancárias e o combate à desigualdade que ainda persiste no setor financeiro sempre pautaram nossa atuação”, destaca a presidenta do Sindicato, Ivone Silva, segunda mulher a liderar a entidade nos seus 95 anos de existência.

Como exemplo, ela lembra que a categoria bancária tem, desde 2000, a igualdade de oportunidades como cláusula na CCT, que garante mesa permanente de negociação com os bancos. Também foi pioneira na realização do Censo da Diversidade. Outras importantes conquistas foram as ampliações da licença-maternidade para 180 dias e da licença-paternidade para 20 dias, uma forma de incentivar que os homens compartilhem as tarefas.

“As mulheres tiveram conquistas ao longo dos séculos em todo o mundo, mas ainda temos um caminho árduo. Essa trajetória inclui avanços, ataques e tentativas de retrocessos. É preciso resistir e continuar lutando”, afirma a dirigente.

> Seminário discutirá Previdência e saúde da mulher
> Ivone Silva: 8 de Março de luta e resistência

Ela ressalta que desde que uma mulher, legitimamente eleita, foi retirada do cargo de presidenta por alegações que hoje não deporiam nenhum governo, uma sucessão de governos machistas e misóginos implementaram políticas que prejudicam os trabalhadores em geral, mas as mulheres em especial.

“O governo Temer, com sua reforma trabalhista que retirou direitos, ampliou ainda mais a desigualdade no mercado de trabalho. Agora o novo governo apresenta uma reforma da Previdência que vai prejudicar todos os trabalhadores, mas que é ainda mais cruel para as mulheres”. 

> Reforma da Previdência: trabalhar mais para ganhar menos
> Leia Folha Bancária (edição 6.182) sobre a proposta de Bolsonaro
Mande mensagens para os deputados clicando aqui; e para os senadores por aqui

“Por isso, no dia 8 de Março, na Paulista, estaremos presentes e mobilizadas para impedir o fim de nossa aposentadoria, para lutar contra a violência e o feminicídio que assumem proporções brutais no Brasil, para lutar pela democracia ameaçada em nosso país e pela manutenção de nossos direitos”, reforça Ivone.

> 106 mil mulheres assassinadas em 33 anos
> O machismo nos bancos



Voltar para o topo