#LULALIVRE

Milhares exigem a liberdade do ex-presidente em SP, Brasil e mundo

Capital paulista teve ato na região central com a participação de artistas. Outras capitais brasileiras e cidades como Londres, Lisboa, Bogotá e Estocolmo também contaram com manifestações pela liberdade do ex-presidente

  • Rede Brasil Atual com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 12/04/2018 11:46 / Atualizado em 12/04/2018 14:18

Ato na Praça da República: música e ativismo pela libertação de Lula

Foto: Mídia Ninja

São Paulo – Milhares de manifestantes se reuniram no final da tarde e noite de quarta-feira 11 em São Paulo para pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde a noite de sábado 7, em Curitiba, na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná. Na capital paulista, o ato começou por volta das 16h na Praça da Sé, região central, com passeata até a Praça da República, onde diversos artistas se apresentaram. Outras cidades brasileiras e do exterior também tiveram atos pela liberdade de Lula, entre as quais Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Lisboa, Londres, Bogotá, Estocolmo, Barcelona e em Montevidéu (Uruguai), onde ocorreu um dos maiores protestos contra a prisão arbitrária de Lula (veja galeria de fotos). A reportagem é da RBA.

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Nesta quinta-feira, os atos continuam em várias cidades do mundo, como em Lisboa, onde a manifestação contra a prisão de Lula para afastá-lo da disputa presidencial (Lula lidera em todas as pesquisas de intenção de voto) se dará durante seminário que reunirá a jornalista Pilar del Rio (viúva do escritor português José Saramago), o doutor em Sociologia e intelectual renomado Boaventura Sousa Santos, o co-fundador do Podemos espanhol Pablo Iglesias, a deputada federal portugues e coordenadora do Bloco de Esquerda na Assembleia de Portugal, Catarina Martins, e ainda representantes da França Insubmissa e da Frente Ampla do Chile. Haverá também atos em Berlim (Alemanha), às 18h30 (horário local), no  Köllnischer Park), e Bilbau (País Basco, Espanha), às 19h (horário local), na Praça Arriaga.

Os artistas que passaram pelo palco do ato pela liberdade do ex-presidente foram Fióti, Aíla, Ava Rocha, Alessandra Leão, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bia Ferreira, Bixiga 70, Charanga do França, Chico César, DJ David Carneiro, Dada Yute, Drik Barbosa, Eduardo Brechó, Fernando Anitelli, Francisco El Hombre, Felipe Cordeiro, Guizado, Jonnata Doll, Junio Barreto, Lucas Santtanna, Luana Hansen, Luísa Maita, Lurdes da Luz, Mulamba, Nã, Rico Dalasam, Rodrigo, do Dead Fish, Samuca e a Selva e Salloma e Soledad.

Antes de sair da Sé, os manifestantes entoaram cantos de ordem e ouviram lideranças de movimentos sociais. O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, apresentou propostas para a continuidade e o amadurecimento do movimento. "Temos um calendário de ações. Convido todos os membros da Frente Brasil Popular para uma plenária sexta-feira 13 na Apeoesp (o sindicato dos professores da rede pública estadual, que fica na Praça da República, 282), para organizar um ato no dia 17, às 18h. Precisamos organizar nossa tropa para fazer um ato em uma determinada empresa de comunicação que patrocinou o golpe", disse, seguido de gritos de "Fora Globo".

"Estamos em uma situação de golpe. Depuseram uma presidenta legitimamente eleita, atentaram contra os trabalhadores com a reforma trabalhista, a tentativa de reforma da Previdência, a terceirização da atividade fim e com a entrega do Brasil para as multinacionais", disse.

Além da plenária na Apeoesp, Douglas propôs uma ocupação massiva em Curitiba. "A segunda tarefa é nos organizarmos para ocupar Curitiba em solidariedade ao presidente Lula. Ao longo de abril, vamos fazer as brigadas e percorrer todo o estado de São Paulo, a periferia, dialogar com a juventude, com os trabalhadores, sobre os efeitos do golpe na vida do povo de São Paulo", apontou. "A CUT nunca teve dúvida do seu lado. É do lado dos trabalhadores, de quem defende a democracia. E nós estaremos junto com as duas frentes na rua, na luta por Lula livre", finalizou.

A vereadora paulistana Juliana Cardoso (PT) esteve à frente da marcha que rumou até a Praça da República. "Lula é inocente, temos que falar para todos, é um prisioneiro político. Está preso porque fez projetos sociais importantes para a sociedade. Com ele, o povo brasileiro teve orgulho de ser brasileiro. Com o PT as pessoas tiveram acesso à faculdade. O filho da empregada entrou em universidade pública", disse. "Neste momento, a PF começou a arregar. Querem colocar o Lula em outro lugar porque o povo está lá acampado. Mas estaremos com ele em qualquer lugar. Vamos falar para o mundo que ele é preso político e que não vão prender nossos sonhos. Todos nós somos Lula."

Outro parlamentar petista da cidade, o vereador Alfredinho, também criticou a Rede Globo. "A Globo fez cinco entrevistas sobre esse tema. Delas, quatro eram favoráveis à prisão de Lula. Eles falam que são imparciais, mas a imprensa que temos nesse país está fazendo a cabeça de alguns. Sinto nas ruas que o jogo está dividido. Agora, não podemos confiar nos tribunais nem na burguesia. O Lula pode ficar preso mais alguns dias e só vamos tirar ele de lá com mobilização, com a força do povo nas ruas."

A professora e militante Bárbara Corales fez questão de participar de todo o ato. "A mudança só vai acontecer se ele estiver livre. Por isso temos que fazer milhares de comitês Lula Livre nas escolas, nos bairros e sindicatos."

Já a piauiense Terezinha Felix, que carregava uma faixa com as palavras "Lula Livre", falou da importância do ex-presidente na sua região. "O Nordeste era esquecido, não tínhamos nada, nada para comer. Lula tirou o povo da miséria, por isso fazem isso. Eu e meu povo do Piauí estaremos com ele, que tanto fez por nós." 
 



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