violência

Sindicato debate segurança bancária com a Fenaban

Instalação de portas de segurança e a ampliação do projeto piloto foram os principais pontos da reunião

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 24/04/2019 18:57 / Atualizado em 25/04/2019 12:55

Foto: Contraf-CUT

A primeira reunião da Mesa Bipartite de Segurança Bancária de 2019, entre o movimento sindical e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi realizada na tarde desta terça-feira 23, em São Paulo. Entre as principais reivindicações dos representantes dos trabalhadores esteve a instalação de portas automáticas em postos de atendimentos bancários (PABs) e agências de negócios, com caixas automático ou sem numerário com logo do banco, e cofres inteligentes. 

O secretário de Saúde do Sindicato e bancário do Itaú, Carlos Damarindo, ressaltou a violência bancária crescente no país e protesta contra a retirada das portas de segurança nas agências do Santander na base de São Paulo. 

“Nós vivemos em um estado de violência e a porta de segurança é mais um elemento para inibir uma possível ação criminosa. A questão da manutenção desse e demais dispositivos de segurança não pode ser vista de forma economicista e nem estética.” 

Damarindo enfatiza que as portas de segurança são necessárias e lembrou que existem dispositivos mais modernos de segurança que poderiam ajudar a coibir assaltos e sequestros, como os cofres inteligentes com controle externo e abertura remota. 

“Existem tecnologias cada vez mais sofisticadas para coibir roubos e outros tipos de violência envolvendo transações financeiras, mas alguns bancos retrocederam nessa questão, como o Santander, que por uma questão meramente estética retirou as portas de segurança das agências, colocando as vidas dos bancários, vigilantes e clientes em risco. A nossa preocupação não é se o lugar tem numerário ou não. Qualquer agencia bancária é um atrativo para criminosos, e nós vamos responsabilizar criminalmente a direção do Santander pela retirada das portas caso ocorra algum tipo de violência com os empregados. A prevenção ainda é a melhor alternativa”, afirma Damarindo. 

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, reafirmou que a atual minuta deve ser debatida para ter avanços. “Mesmo que a gente possa ter divergências, nós queremos construir e chegar a soluções efetivas que garantam a vida e a segurança dos bancários e dos clientes.”

Diferença de pesquisas

Durante a reunião ficou clara a diferença de metodologia de apuração de dados de violência bancária entre os lados. A nova Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, realizada pela subsecção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Contraf-CUT, foi apresentada. 

Na sequência, os bancos apresentaram os números de violência bancária tabulados por eles. O movimento sindical apontou que está bem distante da realidade e que o ideal seria que os bancos passassem os números deles para integrarem o estudo dos bancários.

Projeto-Piloto

O movimento sindical ressaltou os números do projeto-piloto realizado em Pernambuco que comprovam a redução das ações criminosas e cobrou sua ampliação para outras cidades. “O projeto piloto trouxe resultados muito positivos. Por isso, queremos que não seja mais um projeto e que de fato seja implantado em todos os locais”, efatiza Damarindo. 

A próxima reunião ficou marcada para o dia 26 de junho.



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