Greve dos caminhoneiros

Abono ausência: Sindicato cobra e BB pede bom senso aos administradores

Diante da mobilização dos últimos dias de caminhoneiros e dos petroleiros, entidade solicitou à direção do banco posição sobre faltas de funcionários devido a problemas de abastecimento de combustível

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 29/05/2018 16:54 / Atualizado em 29/05/2018 17:21

Greve dos caminhoneiros na Via Anchieta, próximo da entrada para o Rodonel

Foto: Roberto Parizotti/CUT

Diante da mobilização dos últimos dias de caminhoneiros e petroleiros, o Sindicato solicitou à direção do Banco do Brasil que os administradores facilitem os abonos, quando houver necessidade, das ausências ocorridas de funcionários devido aos problemas de abastecimento de combustível. O banco respondeu por meio de uma nota por meio da qual pede bom senso aos administradores em meio às dificuldades que os trabalhadores enfrentam para chegar aos locais de trabalho.

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O secretário Jurídico do Sindicato e bancário do BB, João Fukunaga, lembra que bancários que de alguma forma forem prejudicados com decisões arbitrárias de gestores ou do banco neste momento, podem procurar o Sindicato por meio dos canais de denúncia. O sigilo é garantido. “É uma situação atípica da nossa classe, e pedimos que denunciem abusos”, salienta.

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Desmonte das empresas públicas

O dirigente lembra que o aumento abusivo dos combustíveis, por meio de uma política entreguista do governo ilegítimo de Temer, atende a interesses escusos internacionais. E traz à tona o atual cenário de desmonte das empresas públicas no Brasil. Com isso, o Brasil se torna altamente vulnerável a efeitos externos, reduzindo sua capacidade de intervenção sobre os preços.

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No caso dos combustíveis, os preços foram alinhados aos valores do mercado internacional de petróleo em outubro de 2016, quando Pedro Parente assumiu a Petrobras, para garantir maior lucro aos acionistas e mais importações de combustível refinado, com a redução proposital da capacidade de operação das refinarias no Brasil. Desde o golpe, foram 216 reajustes, 16 deles somente entre o período de 22 de abril e 22 de maio, com aumentos de mais de 50% nos preços da gasolina e do diesel.

“O que o governo faz é transformar uma empresa estratégica para o desenvolvimento econômico e social como a Petrobras numa companhia subalterna aos interesses do mercado internacional, por meio de uma política entreguista. Com o BB, o governo não age diferente. Há um desmonte e uma tentativa de sucateá-lo para agradar os rentistas interessados numa empresa também estratégica e lucrativa”, salienta João Fukunaga.

O dirigente lembra que, no atual cenário, é o trabalhador brasileiro por meio de um grande impacto no seu custo de vida, como consumidor final, quem mais sofre com essa política desastrosa e entreguista, que privilegia também os grandes acionistas das empresas públicas.

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