Campanha 2018

Assembleia de financiários aprova pauta para Campanha 2018

Trabalhadores entregam documento à Fenacrefi no dia 15; querem aumento real para salários e demais verbas, além da manutenção de todas as cláusulas da CCT e a proibição de negociações individuais para redução de direitos

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 10/05/2018 16:10 / Atualizado em 14/05/2018 18:57

A dirigente Marta Soares e a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro, debatem pauta de reivindicações na assembleia dos financiários realizada na quarta-feira, no Sindicato

Foto: Seeb-SP

Os financiários definiram em assembleia pela aprovação da pauta de reivindicações que será entregue, no dia 15, à federação das financeiras (Fenacrefi) para a Campanha 2018. A assembleia foi realizada na noite da quarta-feira 9, na sede do Sindicato, em São Paulo.

Entre as cerca de 60 cláusulas da pauta, a categoria reivindica reposição total da inflação com aumento real para os salários e demais verbas, como piso, PLR, tíquetes e auxílios. A proibição da terceirização dos serviços também está entre as demandas da categoria.

Os trabalhadores cobram, ainda, a unificação da data base com os bancários para que os empregados de instituições financeiras possam realizar uma campanha nacional e unificada para todos.

Não à retirada de direitos

Os financíarios querem a manutenção de todos os itens da atual Convenção Coletiva de Trabalho, com ajustes para impedir impactos da reforma trabalhista que permite retirada de direitos.

“Logo na entrega da pauta, vamos cobrar o respeito à ultratividade da nossa CCT. Ou seja, até que um novo acordo seja assinado, todos os direitos que estão previstos na atual Convenção devem ser masntidos e respeitados”, afirma Marta Soares, diretora do Sindicato.

Os trabalhadores também reivindicam a manutenção das homologações no Sindicato, de forma que a entidade possa fiscalizar se foi feito o correto pagamento dos direitos rescisórios.

Outra reivindicação impede que as negociações para estabelecer acordos ou contratos sejam individuais. “Os trabalhadores também precisam se conscientizar. Acordo individual não é bom. O empregador imporá ao empregado o que quiser, já que é detentor do poder de gestão. Os acordos individuais estão na reforma trabalhista de Temer com o objetivo de enfraquecer os trabalhadores e a luta por direitos. Não vamos admitir”, completa Marta.

 



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