Não à retirada de direitos

Mulheres da UNI Américas Brasil debatem o pós-golpe

Oficina discutiu ainda o impacto das reformas na vida das trabalhadoras e traça estratégias para resgatar direitos

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 15/05/2018 17:43 / Atualizado em 15/05/2018 20:35

Dirigentes sindicais durante a 8ª Oficina de Formação da Rede de Mulheres UNI Américas Brasil

Foto: Seeb-SP

Com o tema O ataque à democracia e o impacto nos direitos das mulheres, dirigentes sindicais de várias centrais filiadas a UNI Américas participaram da 8ª Oficina de Formação – Rede de Mulheres UNI Américas Brasil. 

O evento realizado na Praia Grande, litoral paulista, discutiu nos dias 14 e 15 de maio, a atual conjuntura, após dois anos do golpe que colocou Michel Temer no poder, e o impacto na vida das trabalhadoras. No dia 16, o tema central será violência. 

A secretária-geral do Sindicato e vice-presidenta da UNI Américas Mulheres, Neiva Maria Ribeiro, disse que esse é um momento oportuno para aprofundar os debates e entender o que aconteceu no Brasil de 2014 para cá. 

“Todos os anos trazemos temas importantes para a formação das mulheres e das jovens que estão chegando aos sindicatos. Esse ano, a gente escolheu como tema a engenharia do golpe para entender o que aconteceu de fato com o país quando a reeleição da presidenta Dilma  Rousseff não foi respeitada. Debatemos também sobre as reformas que retiram os direitos trabalhistas e sociais além da entrega das nossas empresas públicas para o capital estrangeiro”, afirma a dirigente.

Neiva destaca ainda que a troca de experiência serve para as mulheres traçarem estratégias para tentar resgatar os direitos. 

“Nós sabemos que com a crise na democracia, os direitos das mulheres são os primeiros a serem retirados. Elas já são as que mais sofrem por estarem ocupando vagas de trabalho mais precárias e são cobradas em relação aos cuidados com os filhos”, destaca Neiva. “Elas têm que se qualificar mais, combater as violências diárias como o machismo e o racismo. A gente precisa se organizar muito”, reforça a secretária-geral do Sindicato.

Além das bancárias, participaram da Oficina representantes de várias centrais sindicais de algumas categorias como comerciários, correios, comunicação, dentre outras.



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