Solidariedade

Sindicato recebe doações para desabrigados de prédio que desabou

Material pode ser entregue na sede, no centro da capital paulista, e nas regionais da entidade; famílias perderam tudo, mas emergencialmente precisam de comida, água, roupas infantil e adulto, fraldas, sapatos, itens de higiene, colchão, colchonetes, cobertas

  • Rede Brasil Atual com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 02/05/2018 11:22 / Atualizado em 09/05/2018 18:23

Prédio que desabou após incêndio durante a madrugada, no centro de São Paulo, era ocupado por cerca de 150 famílias

Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros

As famílias desabrigadas pelo incêndio e desabamento de prédio no Largo do Paissandu, na madrugada de terça-feira 1º, estão precisando urgentemente de doações como alimentos, água, colchonetes, cobertores, roupas e materiais de higiene pessoal. O Sindicato dos Bancários de Sâo Paulo, Osasco e Região se solidariza e ajuda no recolhimento dessas doações, que podem ser entregues na sede (Rua São Bento, 413, Centro) ou em uma das regionais da entidade. Confira aqui os endereços

As doações também podem ser entregues aos voluntários que estão em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Largo Paissandu; na Ocupação Mauá, que fica na Rua Mauá, 340; na Paróquia Santa Ifigênia, Rua Santa Ifigênia, 30; na Ocupação Luana Barbosa,  Rua Dr Augusto Miranda, 22.

A CUT-SP também manifestou solidariedade às famílias da ocupação. Ao menos uma pessoa morreu e mais de 40 estão desaparecidas.  

Em nota, a CUT destaca como causa primordial da tragédia o déficit habitacional no país, estimado em 6 milhões de domicílios, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, realizada em 2015. Só na capital paulista, faltam cerca de 1 milhão de moradias. 

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"Agora é hora de nos unirmos e nos solidarizarmos diante da tragédia, mas não podemos esquecer que há um problema mais profundo, que é o descaso do poder público para com a situação de moradia no Brasil, questão que tem piorado após o golpe dado no país em 2016", diz a CUT-SP, em nota. 

Também em nota, a prefeitura de São Paulo diz que o imóvel estava prestes a passar por processo de reintegração de posse, em ação movida pela União, contrariando o presidente Michel Temer, que esteve no local e disse que não poderia pedir a reintegração "porque eram famílias muito pobres". Após a desocupação, o prédio seria cedido à prefeitura, que não explica a finalidade que seria dada. 

Segundo as autoridades municipais, as 150 famílias da ocupação foram cadastradas, sem oferecer mais detalhes dos encaminhamentos. "Esse cadastro foi realizado para identificar a quantidade de famílias, o grau de vulnerabilidade social e a necessidade de encaminhamento das famílias à rede socioassistencial."

Confira a nota da CUT-SP na íntegra

É momento de solidariedade e união diante da tragédia

A CUT São Paulo lamenta profundamente o incêndio que aconteceu na madrugada desta terça-feira (1º), na região do Largo do Paissandu, no centro de São Paulo.

Nesse momento difícil, expressamos nossa solidariedade aos amigos e familiares das vítimas e a toda a população da cidade de São Paulo. Sabemos que até o momento uma vítima foi vista no local, mas não foi encontrada pelo Corpo de Bombeiros.

Lamentamos também o déficit habitacional estimado em seis milhões no Brasil, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios realizada em 2015. Sabemos que São Paulo, contudo, concentra a necessidade de novas unidades habitacionais na casa de um milhão de moradias.

Agora é hora de nos unirmos e nos solidarizarmos diante da tragédia, mas não podemos esquecer que há um problema mais profundo, que é o descaso do poder público para com a situação de moradia no Brasil, questão que tem piorado após o golpe dado no país em 2016.

São Paulo, 1º de maio de 2018.

CUT São Paulo



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