#GrevePorDireitos

Bancários em greve para barrar retirada de direitos

Trabalhadores se somam a outras categorias profissionais em todo o Brasil, nesta sexta, na luta por nenhum direito a menos, contra o fim da CLT e da aposentadoria; o dia fecha com um grande ato às 16h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista

  • Publicado em 30/06/2017 09:16 / Atualizado em 30/06/2017 12:14

Casa 1, do Santander, amanheceu fechado nesta sexta 30

Foto: Seeb-SP

São Paulo – Em defesa do emprego, da jornada, das férias de 30 dias, da aposentadoria, contra a retirada de direitos, o trabalho intermitente e temporário, milhões de trabalhadores em todo o Brasil estão em greve.

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Nesta sexta-feira 30, o Brasil para contra o desmonte dos direitos trabalhistas e da Previdência, reprovados por mais de 90% dos brasileiros (pesquisa CUT-Vox realizada no início de junho).

Em assembleias nos locais de trabalho, 80%, dos 13.666 bancários que votaram, optaram por participar da paralisação nacional. E na segunda-feira 26, na Quadra, a decisão foi referendada de forma unânime em assembleia pelos bancários.

“Temos de parar tudo, tomar as ruas como fizemos em 28 de abril na maior greve geral que esse país já viu, para pressionar os parlamentares que estão vendendo os direitos dos trabalhadores para facilitar a precarização dos empregos, que só vai aumentar lucro de bancos e grandes empresas”, afirma a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva. “É um golpe contra os trabalhadores e os senadores que votarem a favor da retirada de direitos, nunca mais serão eleitos.”

Bancos parados – A greve dos bancários paralisou na manhã desta sexta, importantes centros administrativos dos grandes bancos e agências em corredores financeiros. Estão fechadas agências no centro velho e centro novo de São Paulo, na região da Paulista, no corredor da Faria Lima (zona oeste), corredor de São Miguel Paulista (zona leste), avenidas Maracatins e Ibirapuera (zona sul) e em Osasco. Estão fechados, ainda, os Casas 1 e 3 e o Vila, do Santander; CA Brigadeiro, Rua Jundiaí, ITM e CAT, do Itaú; o Telebanco, a Nova Central e o Prime Paulista, do Bradesco; além do prédio da Superintendência, CSI da Rua 15 de Novembro, Verbo Divino e SAC do Banco do Brasil  e unidades da Caixa.

Vai ter ato – Haverá atos e paralisações das mais diversas categorias profissionais. Em São Paulo, além dos bancários, trabalhadores da saúde, petroleiros, professores, também já votaram sua participação na greve geral, assim como metalúrgicos, químicos  professores do ABC; comerciário e professores de Osasco; rodoviários, metalúrgicos e químicos de Sorocaba.

E partir das 16h, em São Paulo, tem concentração para um grande ato, em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista. De lá, os trabalhadores seguem em caminhada até a Prefeitura, no centro da capital, para denunciar o processo de privatizações promovido pela gestão Doria.

Pressão no Senado – Os trabalhadores devem aumentar também a pressão sobre os senadores que votarão nos próximos dias, em plenário, o PLC 38/2017, que acaba com a CLT e os direitos conquistados em anos de luta.

Consulta pública na página do próprio Senado contava na manhã desta sexta-feira 133,5 mil votos contrários ao projeto de Temer, contra apenas 5,9 mil favoráveis. Além da enorme rejeição popular, especialistas em Direito do Trabalho destacam prejuízos imensos aos trabalhadores. “O projeto retrocede 200 anos”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, lembrando que o projeto contém várias inconstitucionalidades.

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A CUT criou o napressao.org.br para facilitar o envio de mensagens aos parlamentares. Participe da luta em defesa dos seus direitos. Reaja ou morra trabalhando!



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