Emprego

Em negociação, Sindicato cobra fim das demissões no CT

De uma vez só, Itaú mandou embora 25 bancários da diretoria de operações de TI (DOTI); ao invés de demitir, banco deveria realocar trabalhadores em áreas carentes de funcionários

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 30/06/2017 13:52 / Atualizado em 30/06/2017 15:49

Foto: Adriana Cikopol / Freeimages

São Paulo – Em reunião com representantes do Itaú, na quinta-feira 29, o Sindicato cobrou do banco o fim das demissões no CT, concentração bancária localizada na capital paulista. Em apenas um dia foram dispensados 25 bancários da diretoria de operações de TI (Doti), o que motivou a realização de um protesto na terça-feira 20, com a paralisação das atividades do CT. Após o ato, o banco aceitou se reunir com a representação dos trabalhadores.

“O processo negocial ainda está em aberto. Na reunião, cobramos que o Itaú, ao invés de demitir, realoque os trabalhadores em áreas carentes de funcionários. O Centro de Realocação Profissional é uma conquista da Campanha Nacional 2016, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho, e o banco deve dar efetividade a essa ferramenta”, relata o dirigente sindical e bancário do Itaú, Maikon Azzi.

“Por sua vez, o banco ficou de avaliar formas para que as realocações se transformem de fato em uma alternativa aos cortes. De acordo com os representantes do banco, até que o Itaú nos dê esse retorno, novas demissões na Doti estão suspensas. Caso o Itaú não honre esse compromisso e promova cortes na área, os bancários devem denunciar ao Sindicato por intermédio dos dirigentes, pela Central de Atendimento [3188-5200] ou via WhatsApp da entidade [11 97593-7749]”, acrescenta.

Maikon lembra ainda que diante dos resultados do Itaú – que teve lucro líquido recorrente de R$ 6,176 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 19,6% em relação ao mesmo período de 2016 – é injustificável o elevado número de cortes na instituição.

“Mesmo com o lucro nas alturas, o Itaú demite cada vez mais. Isso é inadmissível. O banco, como concessão pública, não pode entender a responsabilidade social como um conceito abstrato, algo a ser mostrado apenas nas suas peças publicitárias”, conclui. 



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