Desrespeito!

Fenaban nega ampliação da segurança bancária

Em reunião da Comissão Bipartite de Segurança Bancária, representantes dos bancos não avançaram quanto à ampliação das cláusula 31 e 33 da CCT e tentaram imputar ao movimento sindical, de forma incoerente, a judicialização das relações de trabalho

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 13/06/2018 15:40 / Atualizado em 14/06/2018 14:52

Foto: Contraf-CUT

O movimento sindical bancário retomou as negociações da Comissão Bipartite de Segurança Bancária, em reunião realizada na terça-feira 12, com a expectativa de obter avanços que protegessem tanto bancários como clientes. Entretanto, mais uma vez os representantes dos bancos tentaram mudar o foco do debate.

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“Tínhamos a expectativa de avançar quanto a ampliação das cláusulas 31 e 33 da CCT, com a inclusão de extorsão mediante sequestro para pagamento de indenização ao bancário vítima desse crime e cobertura dos seus dependentes. Esperávamos que isso já fosse amarrado com a Fenaban para que a atualização do texto estivesse em novo acordo, a ser assinado após a Campanha Nacional Unificada dos Bancários, o que não ocorreu”, relata o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Carlos Damarindo.

“Para tentar desviar o foco do debate, que são medidas efetivas que garantam a segurança de bancários e clientes, os representantes dos bancos tentaram imputar ao movimento sindical a judicialização das relações de trabalho, quando na verdade é o setor financeiro que o faz. A representação dos bancários retrucou e esclareceu que desconhece qualquer ação coletiva no âmbito da segurança. O que ocorre é que os bancos insistem em desrespeitar legislações municipais, o que acaba por gerar demandas judiciais. O Sindicato sempre valorizou o processo negocial. Ao contrário, por exemplo, do Itaú, que fez cerca de 300 investidas no Congresso e também no Judiciário para defender seus interesse e retirar direitos dos trabalhadores”, acrescenta.

Segundo o dirigente, os interditos proibitórios acionados pelos bancos diante dos impasses nas negociações são outro exemplo de judicialização das relações de trabalho. “Nos acusam de não valorizar o processo negocial, de judicializar as relações de trabalho, quando na verdade são eles que agem dessa forma quando seus interesses e lucros bilionários estão minimamente em jogo. O que os sindicatos fazem, e têm por obrigação fazer, é acionar a Justiça quando os bancários são lesados em seus direitos.”

A representação dos bancários, provando sua disposição para resolução de conflitos por via negocial, propôs à Fenaban que assinasse, junto ao movimento sindical, uma proposta para que fosse incluído no substitutivo nº 6 do PLS 135/2010, o Estatuto da Segurança Privada, mais itens de segurança obrigatórios para estabelecimentos bancários como, por exemplo, a instalação de vidros blindados.

“Essa é uma prática já comum há algum tempo em lotéricas. Qual a razão de não ser um item obrigatório para os estabelecimentos bancários? Afinal, tanto lotéricas como agências lidam com numerário”, questiona Damarindo.

Além disso, a representação dos trabalhadores reivindicou a inclusão de mais municípios e ampliação dos itens de segurança no projeto piloto implementado em Recife, que trouxe ótimos resultados na segurança de clientes e bancários.

“Queremos que as melhorias na segurança com a ampliação dos itens obrigatórios, evidenciadas no projeto piloto, cheguem aos bancários de todo o país. Essa é a nossa luta. Nossas vidas importam!”, conclui o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato.



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