Assessoria

Mobilização e união dos bancários pela manutenção dos direitos trabalhistas

Categoria quer a manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para todos

  • Publicado em 11/06/2018 15:09

São Paulo – A categoria bancária definiu neste domingo (10), os itens da Campanha Nacional que serão entregues à Federação dos Bancos (Febraban) no dia 13 de junho.

Entre as prioridades apontadas estão a manutenção dos direitos adquiridos, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida para toda a categoria (independentemente do nível salarial), ganho real (reposição da inflação) nas clausulas econômicas, mesa única de negociação com os bancos (com bancos públicos e privados), defesa dos bancos públicos e fortalecimento da democracia.

“Não vamos recuar com as conquistas da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, com validade nacional, que este ano completa 27 anos. Nossa luta é pelo fortalecimento da democracia, após retirada de direitos dos trabalhadores nos últimos dois anos. Vamos fazer a nossa campanha com a união de todas as categorias e, juntos, nossas pautas serão vitoriosas”, disse Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.  

“Em 2017, os cinco maiores (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) lucraram R$ 77,4 bilhões, alta de 33,5% em 12 meses. Isso mostra a centralidade da Campanha Nacional dos Bancários para o país. Os bancos continuam lucrando como sempre, numa das piores crises já vividas pelo Brasil. Um setor que ganha tanto não pode colaborar com o empobrecimento da população brasileira, desempregando tantos trabalhadores, cobrando juros tão altos que inviabilizam o investimento no desenvolvimento nacional”, afirma a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira e umas das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Foram aprovadas, em função da reforma Trabalhista, alguns itens na minuta que valorizam a negociação coletiva, como o  banco de horas. Também reivindicamos a volta das homologações nos Sindicatos.

A definição da pauta final de negociação começou no início do mês de junho, com a consulta aos bancários e os debates nas conferências estaduais. Neste fim de semana, durante a 20ª Conferência Nacional, em São Paulo, cerca de 627 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2018.

Participaram delegados eleitos em assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o estado nas conferências regionais preparatórias. 

 

Consulta – Na Consulta Nacional dos Bancários, a categoria definiu como prioridades o aumento real (25%), manutenção de direitos (23%), combate ao assedio moral (18%) e manutenção do emprego (15%). Este ano, 60% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a fazer greve para defender seus direitos,  destacaram também que a aprovação da reforma Trabalhista foi péssima para o trabalhador (73%).

Desemprego – De acordo com dados dos balanços das instituições financeiras, os cinco maiores bancos que atuam no país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) eliminaram 16,9 mil postos de trabalho somente em 2017.

Lucro dos bancos – O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 20,3 bilhões, com crescimento de 18,7%.

Dados da Categoria - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São cerca de 485 mil bancários no Brasil, sendo 140 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do país. A categoria conseguiu aumento real acumulado entre 2004 e 2017 de 20,26% e 41,6% no piso.

 

Cecilia Negrão
Assessora de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
(11) 99610-5594



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