Desgoverno

Temer corta R$ 3,4 bilhões da Saúde para subsidiar diesel

Em nota, Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) repudia a medida que vai prejudicar o SUS, e quase 50 programas, para manter atual política de preços da Petrobrás

  • Redação Spbancarios, com informações da Abrasco
  • Publicado em 06/06/2018 13:11 / Atualizado em 06/06/2018 19:35

Marcelo Camargo/Ag Brasil

A Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) divulgou nota condenando os cortes do governo Temer no SUS (Sistema Único de Saúde), que totalizam R$ 3,382 bilhões, para acomodar o gasto extra de R$ 9,58 bilhões para subsidiar o preço do diesel.

“Estas 4 medidas econômicas cancelam parte dos gastos de quase 50 áreas e programas, que somam R$ 3,382 bilhões. Entre os cancelamentos estão recursos que iriam para o fortalecimento do SUS, e áreas como demarcação e fiscalização de terras indígenas, políticas públicas contra as drogas, políticas para juventude, violência contra mulheres, fortalecimento do SUS, educação do campo e saneamento básico”, informa a Abrasco. 

A entidade detalha na nota as áreas afetadas pelos cortes: Gestão de Políticas Públicas de Juventude; Políticas de Igualdade e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres; Demarcação e Fiscalização de Terras Indígenas e Proteção dos Povos Indígenas Isolados; Redes de Cuidados e Reinserção Social de Pessoas e Famílias que Têm Problemas com Álcool e Outras Drogas; Saneamento Básico – Construção e adequação de sistemas de abastecimento de água em comunidades ribeirinhas / Construção e adequação de sistemas públicos de esgotamento sanitário em comunidades ribeirinhas; e cortes no programa de Fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Por fim, a Abrasco avalia que os cortes visam proteger a atual política de preços da Petrobras, que privilegia interesses de acionistas em detrimento da população, e convoca a sociedade a se manifestar contra a retirada de recursos de áreas sociais.

“Os cortes na saúde são para subsidiar a política de preços da Petrobrás que privilegia os interesses dos acionistas minoritários (a maioria estrangeiros). A população vai sofrer para garantir os dividendos de poucos. A Abrasco conclama a sociedade para manifestações contra esta medida que retira os recursos das áreas sociais e dos programas voltados para os mais carentes”, conclui a nota.



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