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Bancários vão se unir com outras categorias e fortalecer a defesa do emprego e contra as reformas

Com reajuste salarial definido por campanha de dois anos fechada em 2016, trabalhadores farão mobilização nacional contra terceirização, contratos precários de trabalho e retirada de direitos imposta pelas reformas trabalhista e da Previdência

  • Publicado em 31/07/2017 15:07

Cerca de 700 bancários, reunidos na 19ª Conferência Nacional, representando trabalhadores de todo o Brasil, definiram neste domingo (30) um planos de lutas em defesa dos empregos, dos bancos públicos e para se opor à retirada de direitos imposta pelas reformas trabalhistas e da Previdência.

Será entregue para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) um documento político com alguns itens, no início do mês de agosto, reivindicando um termo de compromisso contra a retirada de direitos. A Campanha Nacional Unificada 2016 garantiu aos bancários, após 31 dias de greve, um acordo com validade de dois anos para todos os trabalhadores de bancos públicos e privados do país.

“Como fechamos um acordo de dois anos, nossa estratégia este ano é unir forças com outras categorias contra o desmonte trabalhista. Consolidado o golpe no ano passado, os trabalhadores estão mobilizados contra o retrocesso imposto pela Reforma Trabalhista. Estamos unidos também em defesa dos bancos públicos, contra a terceirização e  precarização do trabalho, conforme aprovado em nosso plano de lutas “, disse Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

O plano de lutas inclui aprofundar impactos da Reforma Trabalhista e resistência na implementação nos bancos, a luta pelo emprego e combate à  terceirização sem limites e precarização do trabalho, a luta pelo reestabelecimento do Estado democrático de direito, fortalecimento dos bancos e empresas públicas, combate à terceirização e fortalecimento da democracia, entre outros (veja lista abaixo).

O presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, Roberto von der Osten, destaca: “Não aceitaremos qualquer alteração nos contratos de trabalho e queremos respeito a todas as cláusulas da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Não aceitaremos, por exemplo, a prevalência do negociado sobre o legislado que tem o objetivo de retirar direitos. E queremos garantias de respeito aos empregos e direitos da categoria.”

 

Lucro dos bancos – O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 17,3 bilhões, com crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Emprego – Apenas no primeiro semestre deste ano os bancos fecharam quase 11 mil postos de trabalho. O setor financeiro passa por uma forte reestruturação tecnológica com impacto profundo no emprego bancário. A digitalização das transações bancárias e de diversas etapas do trabalho avança a cada ano, sendo que hoje 57% das transações financeiras são realizadas na internet ou no celular.

 

“O avanço tecnológico é positivo, mas os ganhos precisam ser compartilhados com toda a sociedade. A tecnologia precisa de fato melhorar a vida das pessoas, todos precisam ganhar com esse processo e não apenas os banqueiros como vem acontecendo, já que estão demitindo bancários e elevando as tarifas dos clientes. Da forma como a tecnologia vem sendo implementada nos bancos ela acabará gerando maior desigualdade social”, disse Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

 

Dados da Categoria - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São cerca de 504 mil bancários no Brasil, sendo 142 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do país.

 

Plano de Lutas da categoria:

 

- Contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária (aprofundar impactos da Reforma Trabalhista e resistência na implementação nos bancos)

- Luta pelo emprego e combate à  terceirização sem limites e precarização do trabalho; pela realocação dos trabalhadores atingidos pelos processos tecnológicos

- Luta pelo reestabelecimento do Estado democrático de direito

- Em defesa dos bancos públicos e empresas públicas

- Pelo fortalecimento dos Sindicatos

 

 

 

Cecilia Negrão
Assessora de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
(11) 99610-5594



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