Da habitação para Saúde

Sindicato cobra melhorias nos CRSTs de novo secretário de saúde

Edson Aparecido foi o nome escolhido pela gestão Covas para ocupar pasta deixada por Wilson Pollara, que sucateou a saúde na gestão Doria

  • Elenice Santos, Spbancarios
  • Publicado em 12/07/2018 18:31 / Atualizado em 12/07/2018 18:36

Edson Aparecido, ex-presidente da Cohab foi o nome escolhido pela gestão Covas para ocupar pasta de saúde do município de São Paulo

Foto: Cohab/SP

O ex-presidente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab) Edson Aparecido é o novo secretário municipal de Saúde escolhido pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). Ele ocupa o lugar deixado pelo médico Wilson Pollara, que pediu para sair após promover um desmonte na saúde, espelhado no governo Temer. durante a gestão Doria.

Era de Pollara a responsabilidade de colocar em prática o plano do ex-prefeito tucano para o fechamento das 108 Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) da cidade. O projeto teve fim com a pressão dos movimentos sociais em defesa do SUS junto ao Ministério Público, que barrou o ataque depois de uma audiência pública em março deste ano.

O secretário de Saúde do Sindicato, Carlos Damarindo, lembra que o antigo representante seguia Doria, tornou-se um grande marqueteiro, mas tinha pouquíssimas ações para a melhoria da saúde na cidade.

“O antigo secretário, que é oriundo da área da saúde, conseguiu promover um desmonte na pasta. Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CRSTs) foram burocratizados, as estruturas foram precarizadas tanto para o funcionário quanto para o usuário. Sabemos da existência de verba suficiente para que o local ofereça um bom atendimento, mas isso não chega e não deixa esse atendimento digno acontecer”, diz.

Damarindo espera que o novo secretário, que não é da área, mude essa realidade e tenha sensibilidade humana para o uso de verbas em prol da melhoria da saúde da população e dos trabalhadores paulistanos.

“Com as novas regras trabalhistas, acidentes continuarão ocorrendo e mais trabalhadores ficarão doentes. E são nesses centros de referências que a população irá encontrar um serviço especializado para a reabilitação do trabalhador. Por isso, pedimos que esses equipamentos estejam adequados para atender à demanda desses trabalhadores, a fim de prestar um atendimento cada vez mais digno para a população mais necessitada”.



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