Nenhum direito a menos!

Sindicato prepara a luta em defesa da Cassi

Mudanças propostas por Temer para planos de saúde de autogestão aniquilam o princípio da solidariedade; unidade das entidades representativas, que estiveram reunidas na quarta 9, é fundamental para barrar retrocessos  

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 11/08/2017 20:00

Imagem: Divulgação

São Paulo – Com apoio do Sindicato, o diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, William Mendes, participou na quarta-feira 9 de reunião para debater os ataques do governo Temer aos planos de saúde de autogestão. O encontro, realizado no Rio de Janeiro por iniciativa da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB), reuniu entidades representativas dos trabalhadores do BB e de associados da Cassi de todo o Brasil, além da Unidas (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde).

"A unidade de todas as entidades representativas na defesa da Cassi é fundamental e os sindicatos têm um papel importantíssimo nesta luta. Somente os trabalhadores organizados em sindicatos têm força e condições para preservar direitos e avançar em novas conquistas", avalia o diretor do Sindicato e bancário do BB João Fukunaga. 
 
Minutas de resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e Administrativa de Participações Societárias da União, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, vazaram nas redes sociais e demonstram que o governo Temer está agindo para desmontar a Cassi e os planos de saúde que atendem os funcionários de todas as empresas públicas federais.
 
> Temer quer desmontar a Cassi junto com o Banco do Brasil
> Cartilha em defesa dos bancos públicos
 
Os documentos revelam que o governo pretende estabelecer várias mudanças nos planos de saúde de autogestão, criando limites de custeio e outras regras para serem seguidas pelas estatais. As mudanças ferem de morte os princípios básicos da Cassi, pois destroem a solidariedade no plano.
 
"O encontro de entidades e lideranças da comunidade Banco do Brasil com a Unidas foi importante porque a assessoria e a avaliação jurídica e técnica sobre as minutas de resoluções que foram discutidas pelo governo federal nos dão subsídios para definir estratégias de enfrentamento aos ataques que estão sendo preparados pelos golpistas para acabar com mais direitos dos trabalhadores brasileiros. Neste caso, direitos em saúde de empregados de empresas públicas e estatais como o BB", relata William Mendes.
 
"Fizemos contribuições para a luta e defesa dos nossos planos de saúde na mesma linha do que apontamos no processo do déficit do Plano de Associados da Cassi, na qual construímos uma histórica unidade das entidades sindicais e associativas para negociar soluções que também responsabilizassem o banco patrocinador. Após duas propostas que só oneravam os trabalhadores, avançamos na luta e mobilização para o Memorando de Entendimentos, mantendo os direitos em saúde e com o BB colocando recursos na Cassi junto com aos associados", acrescenta.  

O diretor eleito da Cassi propôs que a Unidas, que congrega as autogestões em saúde das empresas públicas e estatais, estabeleça uma parceria com o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. "A unidade será central entre nós para defender nossos direitos em saúde e as nossas empresas públicas", conclui. 
 



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