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Chapéu
CONTRA O DESMONTE

Trabalhadores dos Correios anunciam greve para terça-feira 7

Linha fina
Entidades de representação dos trabalhadores rejeitam segunda proposta de reajuste da empresa e encaminham mobilização
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Foto: Reprodução/Fentect

Como parte da campanha salarial dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares (ECT), que teve sua data-base em 1º de agosto, a Fentect, federação nacional da categoria e sindicatos filiados anunciaram greve a partir de terça-feira 7. A federação informa, por meio de nota, que a ideia é realizar a maior mobilização da história dos funcionários dos Correios. A greve só não se realizará, acrescenta a entidade, se a direção da empresa apresentar uma nova proposta.

A reportagem é da Rede Brasil Atual.

Fentect pediu aos trabalhadores que "intensifiquem as próximas mobilizações dos sindicatos, com participação maciça nas assembleias do dia 7 de agosto e nos atos das entidades". Segundo a federação, "a ECT está promovendo o sucateamento não somente da empresa, mas da vida dos próprios empregados, com o desrespeito às lutas passadas e às conquistas alcançadas".

Na terça-feira 31, a direção dos Correios, por meio do presidente, Carlos Fortner, apresentou uma segunda proposta de acordo – a primeira já havia sido recusada. Para a Fentect, essa nova investida "já nasceu velha". "Apresentou uma proposta de reajuste salarial ainda rebaixada, com os mesmos 60% do INPC, não atendendo a categoria dos empregados", afirma a federação. A entidade acrescenta que, de acordo com a ECT, a projeção é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo IBGE chegue a 3,68% nos 12 meses anteriores à data-base. Assim, a proposta seria de 2,21%.

"A nova proposta é tão perversa quanto a primeira e os retrocessos não mudam em nada o que foi apresentado ao Comando Nacional de Mobilização e Negociação. A ECT quer enfraquecer os trabalhadores arrochando os salários, retirando direitos e dificultando a organização da categoria." 

A direção da empresa pública tentou estender as negociações para o dia 14, mas a proposta foi rejeitada. Para os trabalhadores, trata-se de uma manobra para fragilizar o acordo coletivo vigente e promover cortes em direitos e no pessoal. "Não há qualquer garantia aos empregados e, mais uma vez, a empresa tenta usar a Reforma Trabalhista para amedrontar e confundir a categoria, já que teme as paralisações em todo o Brasil."

Em carta assinada pela direção da Fentect e sindicatos, os trabalhadores entendem que a intenção dos Correios é desmobilizar a categoria e manter uma política de cortes, que vigora em outros setores. "O Comando entende que essa postura da ECT nada mais é do que a continuidade da política do desgoverno Temer, que vem intensificando ataques às estatais, sucateando e retirando direitos dos trabalhadores, para privatizar e entregar o patrimônio nacional na mão do capital privado, vendendo todas as riquezas do país ao capital internacional. Nós não aceitaremos esses ataques desse governo entreguista do Temer, e estaremos intransigentes na defesa de nossos direitos e da nossa empresa."

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