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Sindicato quer redução da Selic

Linha fina
Copom manteve taxa básica de juros a 14,25% ao ano, e movimento sindical cobra diminuição para que investimentos produtivos possam ser retomados no Brasil
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São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por unanimidade manter a Selic, taxa básica de juros da economia, em 14,25% ao ano. A decisão foi tomada na quarta-feira 2. Na reunião anterior, o Copom elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, fazendo-a retornar ao nível de outubro de 2006.

“Não basta o BC manter a taxa Selic no nível que está. É necessário iniciar urgentemente um movimento de redução da taxa, pois essa é a pré-condição para que os investimentos produtivos sejam retomados no Brasil. Os atuais patamares de juros no país representam um encalhe para o crescimento econômico e para a geração de emprego, além de drenar bilhões de reais para pagamento de juros da dívida”, ressaltou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, referindo-se aos títulos da dívida pública que são indexados principalmente pela Selic.

CUT - Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou também criticou a medida ao destacar que é "mais uma decisão contrária aos interesses da economia e do povo brasileiro". Para a CUT, essa taxa prolonga a recessão econômica e acaba com as expectativas de retomada do crescimento em 2016. A Central ressaltou ainda que a taxa básica de juros deve ser reduzida imediatamente para uma alíquota próxima aos padrões internacionais e, com isso, canalizar os recursos para investimentos produtivos, que geram desenvolvimento econômico, emprego e renda, os recursos que estão sendo direcionados para a especulação financeira.

O Copom já havia indicado, em comunicado, que a taxa básica de juros ficaria inalterada daqui para a frente: “O comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”. A meta da inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5%.

A taxa Selic é o instrumento utilizado pelo Banco Central para conter a inflação. Em tese, quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda da economia e assim reduzir os preços. No entanto, a inflação atual no Brasil está ligada a reajustes de preços administrados como energia e transportes, o que torna a taxa Selic ineficiente para combater a inflação.

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Redação com Agência Brasil – 3/9/2015
 
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