Futsal

Antes da batalha final, um bate papo entre campeões

Um representante do Penha de França e outro do Los Bancários falam sobre a taça de futsal que decidem no sábado, na Quadra. Será um jogo quente, compareça!

  • André Rossi, Spbancarios
  • Publicado em 14/09/2017 17:40 / Atualizado em 15/09/2017 12:55

Elói e Rogério disputam a final do futsal neste ano

Foto: Edson Piva

São Paulo - Penha de França e Los Bancários entram em quadra no sábado 16 para decidir com quem fica a Copa Bancária de Futsal neste ano. O jogo promete. As duas equipes chegaram à final invictas e, de quebra, o duelo vai ser bonito também nas aquibancadas. "São dois times quentes, com duas torcidas quentes também", resume Edson Piva, que organiza o torneio em parceria com a GS Eventos.

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O dia de decisões começa às 11h, na Quadra dos Bancários. A entrada é um quilo de alimento não perecível (exceto sal e açúcar). Compareça e prestigie o campeonato dos bancários! E ainda tem a disputa de terceiro lugar, entre DZL e Família.

Para falar da final, convidamos os jogadores Rogério Rodrigues de Oliveira, do Penha de França, e Elói Gonçalves Guimarães, do Los Bancários, para um bate papo com os organizadores do torneio, logo após vencerem as semifinais do dia 3 de setembro. Em meio a muita descontração, a resenha tratou de como foi o campeonato até agora e o que esperam da decisão.

Logo de cara, ambos lembraram que os times se enfrentaram na estreia do campeonato, e o resultado ficou no 6 a 6. Eram do Grupo D, o Grupo da Morte, e sobreviveram com a mesma pontuação. O Penha de França levou a melhor no saldo de gols e foi o campeão da chave. O Los Bancários passou em segundo.

Rogério, bancário do Bradesco há 19 anos, fez uma análise dos times que enfrentou. "O jogo mais complicado até agora foi contra o Bancoiote. Tem um histórico. Perdemos duas finais seguidas para eles", explicou. "Os caras não erram. A hora que eles abriram 1 a 0 eu pensei: 'não é possível! De novo?'." Não era possível mesmo e a história não se repetiu. O jogo acabou 5 a 3 para o Penha, nas quartas.

Elói, que participa como convidado [cada time pode incluir dois], celebrou chegar na final em seu primeiro ano com o Los Bancários. "Viemos como zebra e chegamos. Não tem favorito e quem errar menos vai levar. Temos de manter nossa humildade e trabalhar", disse. Sobre o jogo mais difícil? "Todos. Cada machadada uma minhoca, cada jogo um leão", disparou. Depois, acabou elegendo três, dos seis que o time disputou, como os mais difíceis. A estréia contra o próprio Penha, as quartas contra o Caidera e a semifinal contra o DZL, vencido nos pênaltis após arrancar um empate a 12 segundos do fim.

No ano passado, Elói também chegou à final, com o Litrão. Acabou perdendo. Também chegou a uma decisão quando jogava pelo Velhos Amigos, time na época defendido justamente pelo rival de agora, Rogério. Foi vice também. "Só bati na trave", brinca.

Entre os rivais, muito respeito. "O time do Los Bancários é dificílimo de jogar. São firmes na marcação, brigam muito no jogo, são fortes fisicamente, é um time que gosta de contato, e tem 'o cara' aqui do lado, que joga muito, desequilibra", afirmou Rogério.

'O cara' citado por Rogério é Elói, que também falou do adversário: "Só craque, cara. Olha para um lado, olha para outro... É um time excelente".

"Mais de um metro para fora" – Além da rasgação de seda, falaram, é claro, do juiz. Elói, em tom de brincadeira, citou o homem de preto como um dos obstáculos no campeonato. Piva, organizador que conduziu o bate-papo, também em tom de descontração, rebateu: "Árbitro é árbitro. Você pega o campeonato Paulista, o Brasileiro, a Copa do Mundo", disparou, em meio a risadas.

Rogério também teve sua reclamação. "No final do jogo eu fui falar com o juiz que não havia sido pênalti – foi mais de um metro fora da área – mas foi só. Ele disse que não foi [fora da área], acabou o assunto, pedi desculpa para ele e pronto", contou, admitindo que em um dado momento do jogo "perdeu a linha".

Sindicato – Para finalizar, comentaram sobre a organização dos jogos. "O campeonato está cada vez melhor. Hoje eu vim aqui, trouxe meus filhos, minha esposa, é um ambiente legal. O Elói, que é convidado, vem com a filha, com a família, a gente interage", disse. "E dia 16 (data da final) vai ser melhor ainda. Vai ficar todo mundo aqui na confraternização, ganhando ou perdendo. Obrigado mesmo pelo campeonato que vocês organizam", agradeceu.

"Eu sou suspeito para falar", disse Elói. "Só queria agradecer pela oportunidade de ter um convidado para jogar. Obrigado!", finalizou, em meio a brincadeiras de que esse não tem mundial, o daquele não vale, esse tem três etc e tal.

Descontração típica do esporte, que acaba rapidinho, assim que o juiz apita e a bola rola. Aí, meu amigo, é jogo de taça!



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