Mobilização

Ato defende bancos públicos e critica descomissionamentos no BB

Em mais um dia de luta em defesa das instituições públicas, bancários criticaram os desmontes e exigiram transparência da gestão de pessoas do Banco do Brasil

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 20/09/2017 18:35 / Atualizado em 20/09/2017 19:00

Gepes fechada em mais ato pela defesa dos bancos públicos; protesto também foi contra descomissionamentos arbitrários

Foto: Seeb-SP

São Paulo – O Sindicato foi às ruas nesta quarta-feira em mais um dia de luta em defesa dos bancos públicos. Além da conscientização da população em relação aos riscos do desmonte de empresas como Banco do Brasil e Caixa para a sociedade, o grupo também cobrou transparência na gestão de pessoas do BB.

Na sexta-feira 15, o BB descomissionou dez gerentes no mesmo dia, gerando um clima de insegurança entre os bancários. Ao ser questionado quanto aos descomissionamentos, a instituição afirmou que está tudo dentro das regras internas. O Sindicato fará uma reunião de emergência com o banco na próxima semana para tratar a questão. Nesta quarta, foram fechados os prédios da Superintendência, na Avenida Paulista, e da Gestão de Pessoas (Gepes), no Centro, em protesto.

Para João Fukunaga, diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato e bancário do BB, faltam critérios mais claros para esses descomissionamentos.

“Gestão de Pessoas não tem que andar de mãos dadas com a Superintendência. Ela tem que fazer também o papel de proteger o funcionário e ponderar a questão da perda de função", afirmou Fukunaga. “É a primeira vez na história do banco que gerente geral está sendo jogado de lado. Antigamente havia o descomissionamento por desempenho e eles caíam de nível. Agora não: eles estão caindo de gerente geral para escriturário, com perda salarial de até 60% de seu salário. Esse é o desrespeito que o Banco do Brasil está cometendo”, completou.

Essa nova política de gestão do BB, começou no final do ano passado com a reestruturação que eliminou agências, retirou funções e fez muitos colegas saírem no Programa Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (Peai), com medo do que estava por vir. Esse processo acelerou a implementação dos escritórios de negócios nos quais carteiras de clientes dobraram para cada gerente que foi para esse novo sistema de atendimento.

Muitas agências de rua, então, permaneceram sem condições de atendimento, ficando cada vez mais lotadas e com menos funcionários. Esse verdadeiro desmonte fez com que a população fosse levada a acreditar cada vez mais que o banco publico possui o pior atendimento, como atesta o volume de reclamações no Banco Central.

Também em decorrência desta mesma política de desmantelamentos, o Sindicato recebeu diversas denúncias de bancários referentes a anotações injustificadas na avaliação GDP – ferramenta que deveria servir para aprimoramento do funcionário e não como justificativa para o seu descomissinamento.

“O banco alterou os normativos internos, passa orientação para que em todas as GDP haja anotações negativas, transformou a GDP em uma ferramenta para a promoção do assédio. Queremos esclarecimentos do BB quanto aos critérios e parâmetros para as avaliações, e que a Gepes ser homologadora oficial da Super”, reforça Fukunaga.

Mobilização – As atividades desta quarta-feira ocorreram também em outras regiões e unidades do Banco do Brasil e da Caixa. Foram distribuidas cartilhas à população e coletadas assinaturas para o abaixo-assinado em defesa dos bancos públicos na Freguesia do Ó, na zona norte da capital paulista; Capela do Socorro, zona sul; Vila Industrial, na zona leste; e em Barueri. Nesta, a atividade contou com a participação do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri e Região, Amaro Pereira da Silva.

“Percebemos uma aceitação e um entendimento muito grande da população em relação aos ataques aos bancos e ao patrimônio público que está sendo dilapidado, desde a Amazônia até os cemitérios de São Paulo”, afirma o dirigente sindical e empregado da Caixa Francisco Pugliesi. “Recolhemos o maior número de assinaturas desde o começo da campanha em defesa dos bancos públicos. Foram mais de 450 assinaturas recolhidas na Vila Industrial em uma clara demonstração de que o movimento que busca envolver a população na defesa do patrimônio nacional está crescendo cada vez mais”, acrescenta o dirigente.

Franscisco Pugliese, diretor do Sindicato e funcionário da Caixa, fala à população em agência na zona leste de São Paulo

 



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