Desrespeito

Caos e insegurança em agência do Itaú na Paulista

Obra gera poeira e põe em risco a vida e a saúde de bancários e clientes; Sindicato reivindica que unidade fique fechada até o término da reforma

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 20/09/2017 15:44 / Atualizado em 20/09/2017 16:32

Bancários são forçados a trabalhar em local com fiação elétrica exposta e muita bagunça

Foto: Seeb-SP

São Paulo – Uma reforma de grande porte em agência do Itaú na Avenida Paulista transformou a vida dos bancários num verdadeiro inferno. Além da poeira, da fiação elétrica exposta e da bagunça constantes, a obra põe em risco a vida dos trabalhadores e clientes. “A agência não tem porta giratória e o alarme da porta de segurança interna estava desativado quando chegamos ao local. A unidade possui uma grande movimentação de valores, deixando vulneráveis funcionários e clientes a assaltos”, relata o diretor do Sindicato e funcionário do Itaú Sérgio Francisco. 

Outros problemas de segurança são que, por conta da obra, o manuseio de valores está sendo realizado em local inadequado, e o trânsito de técnicos e engenheiros na unidade está interferindo na rotina diária. 

O Sindicato já reivindicou que o banco feche a agência durante a obra. “A unidade não apresenta condições de trabalho nem de atendimento ao público. Há grande quantidade de entulho, equipamentos jogados e muita poeira no local”, destaca o dirigente.

A duração da reforma, segundo o banco, é de 40 dias, mas aparentemente deve durar bem mais. “Pelo que vimos, o prazo deve se estender para muito mais do que os 40 dias previstos. É humanamente impossível trabalhar por tanto tempo num ambiente insalubre. É preciso fechar a agência durante essa obra”, reforça.

Sérgio lembra que o banco continua cobrando as mesmas metas dos bancários, apesar de não estar proporcionando condições adequadas para que sejam cumpridas. “Não é justo que os trabalhadores tenham de bater metas em meio a todo esse caos.”

Maquiagem – Após a reclamação do Sindicato, o banco informou que fez ajustes no local, mas o dirigente retornou à unidade e constatou que não houve melhora nenhuma. “Não adianta maquiar o problema”, critica Sérgio Francisco. 

“Mais uma vez, o Itaú demonstra irresponsabilidade e desrespeito com funcionários e clientes”, conclui, acrescentando que o Sindicato continuará acompanhando e, caso o banco não resolva o problema, tomará as medidas necessárias.

 



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