Entreguismo

Nas ruas contra o desmonte do patrimônio público

Em dia de leilão de usinas da Cemig no setor elétrico, Sindicato se junta a energéticos em mobilização na Bovespa em contra política do governo Temer

  • Danilo Motta, Redação Spbancarios
  • Publicado em 27/09/2017 16:55 / Atualizado em 27/09/2017 17:30

Manifestação em frente à Bovespa, no centro de São Paulo

Foto: Seeb-SP

São Paulo – O Sindicato foi às ruas na quarta-feira 27 contra o pacote de privatizações no setor energético e o desmonte dos bancos públicos promovido por Michel Temer. Dirigentes dialogaram com a população e trabalhadores em várias localidades. Em frente à Bovespa, onde acontecia o leilão de usinas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), os bancários participaram de manifestação conjunta com o Sindicato dos Energéticos contra a política entreguista do governo federal.

Ainda pela manhã, quatro hidrelétricas mineiras foram leiloadas na Bovespa. A usina de São Simão foi levada pelo grupo chinês Spic Pacific Energy PT por R$ 7,18 bi. A italiana Enel arrematou a usina de Volta Grande por R$ 1,419 bi. Já as usinas de Jaguara e Miranda foram arrematadas por R$ 3,531 bi pela Engie (consórcio de empresas).

“A gente percebe nitidamente que foi um jogo combinado. Uma empresa chinesa, outra italiana e outra que já vem operando no Brasil. Isso demonstra mais uma vez como o governo Temer está vendendo o nosso patrimônio. É um desrespeito com o povo trabalhador. Empresas de produção e distribuição de energia são muito importantes para a soberania do nosso país. E nós vimos hoje um jogo combinado, praticamente um teatro para vender o patrimônio do povo brasileiro”, criticou Luiz Claudio Marcolino, dirigente da Contraf-CUT.

Na manifestação que ocorreu durante a realização do leilão, dirigentes sindicas denunciaram que a venda das hidrelétricas faz parte de uma estratégia de desmonte do Estado.

“O governo está queimando o patrimônio brasileiro com a desculpa de que precisa fazer caixa para pagara a dívida. Vender as quatro usinas de energia de Minas significa vender metade da arrecadação da receita da Companhia de Energia do Estado de Minas. Uma estratégia dessas é para falir a empresa, por isso estamos aqui protestando”, explicou Marcelo Fiorio, diretor da CUT e do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos.

Bancos públicos – A quarta-feira também foi dia de ato do Sindicato em outras regiões de São Paulo contra os desmontes promovidos pelo governo. Dirigentes percorreram agências na Avenida Sabará (zona sul de São Paulo), Jabaquara e Tucuruvi, dialogando com trabalhadores e distribuindo materiais sobre a importância do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BNDES, para toda sociedade. Também foram coletadas assinaturas em defesa das instituições públicas. Nas falas dos dirigentes do Sindicato, repúdio à fala do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, segundo o qual o Banco do Brasil já estaria pronto para ser privatizado.

“Denunciamos também o que o Gustavo Franco falou recentemente, começando a propaganda querendo vender a preço de banana o Banco do Brasil. Se o BB não fosse estatal nós teríamos sido arrastados pela crise como ocorreu no mercado americano. Então é fundamental a manutenção dos bancos públicos, tanto quanto do sistema Eletrobrás”, afirmou o Diego Pereira, dirigente do Sindicato.

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