Audiência pública

Bancários cobram fortalecimento dos bancos públicos

Representantes da categoria estiveram em comissão onde mostram que mais de 10 mil postos de trabalho foram fechados até 31 de junho. Só a Caixa fechou 4.543

  • Contraf-CUT, com edição da Redação
  • Publicado em 06/10/2017 16:33 / Atualizado em 06/10/2017 16:34

Foto: Will Shutter / Câmara dos Deputados

São Paulo - Representantes dos bancários participaram na quinta 5 de uma audiência pública com a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia para debater o fechamento de agências bancárias de bancos públicos. A reunião, que aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília, atendeu a requerimento dos deputados Valadares Filho (PSB) e Erika Kokay (PT).

Durante a reunião, o Secretário de Relações Sindicais da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Gustavo Tabatinga Júnior, expôs as situações de ataque aos bancos públicos que vêm ocorrendo em todo o país. “Nós acompanhamos de perto as ações de todos os bancos no país e é gritante o que está acontecendo, não só para os bancários, mas para toda a população brasileira. Os dados que temos mostram que mais de 10.680 postos de trabalho foram fechados até 31 de junho deste ano. Só a Caixa fechou 4543 postos. Isso significa que a população está sendo menos atendida. ”

A Contraf-CUT propôs aos parlamentares que a população seja consultada antes de ser tomada qualquer decisão referente ao patrimônio público. “Uma vez que as empresas estatais são patrimônio do povo brasileiro. Sugerimos que o parlamento movimente um projeto de lei ou emendas na constituição no sentido de promover plebiscito consultando a população sobre a viabilidade da privatização de qualquer empresa, na qual o titular seja a população”, sugeriu Gustavo Tabatinga.

De acordo com a deputada Erika Kokay a audiência pública é um espaço de escuta da sociedade para poder barrar a atuação dos parlamentares da Câmara. “Estamos vivendo tempos de ruptura democrática das mais profundas e nós sabemos que é um processo que não está concluso. Nós temos o golpe e ele vai acabando com os direitos. Precisamos de projetos de desenvolvimento nacional para que ninguém faça isso que estão fazendo com o Brasil”.
 



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