Luta

Grande ato defende Caixa 100% Pública e agência Jd. Camargo Novo

Única agência da região, unidade tornou-se símbolo da resistência ao desmonte da Caixa pelo governo Temer e bancos privados; com a população junto na luta, documento foi entregue ao representante da SR Penha cobrando manutenção das atividades no local

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 23/10/2017 16:21 / Atualizado em 23/10/2017 19:45

Ivone Silva, presidenta do Sindicato, entregou documento ao representante da SR Penha cobrando permanência da agência no local

Foto: Seeb-SP

São Paulo – Quando Sindicato, bancários e população se unem, a luta por uma sociedade mais justa e igualitária ganha ainda mais força. É exatamente isso que está ocorrendo no Jardim Camargo Novo. Na segunda-feira 23, um grande ato mobilizou empregados, comerciantes e população local contra o fechamento de uma unidade da Caixa no bairro, única agência da região localizada no extremo leste da capital paulista.

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“Todos sabem o quanto a agência Jardim Camargo Novo é importante para o desenvolvimento local e para os moradores. É um absurdo o governo federal fechar a única agência bancária da região sob a alegada justificativa de que não dá 'lucro'. Lucro para nós também é o fato de um beneficiário de programa social não perder parte do seu benefício para ir até uma agência mais distante. É ver o comércio se desenvolvendo em volta da agência. É a população local ter acesso a uma conta bancária, uma forma de inclusão social”, destaca o dirigente do Sindicato e empregado da Caixa, Francisco Pugliesi, o Chico. 

Durante o protesto, moradores e comerciantes destacaram a importância da agência para o Jd. Camargo Novo e bairros próximos. 

“Sou moradora do bairro há 20 anos e fundadora de uma cooperativa de reciclagem. Hoje vim aqui em defesa destes trabalhadores. Essa agência tem dado um pouco de dignidade e inclusão social para as pessoas menos favorecidas. É onde a pessoa pode ter um cartão, uma conta poupança. Quando não tinha essa Caixa aqui era uma dificuldade para receber nosso pagamento mensal. Não é justo a pessoa trabalhar o mês todo e ter de gastar para se deslocar para tão longe”, afirmou Dona Fátima, da cooperativa Eco Banco Fênix Agape, localizada a alguns metros da agência. “Não é justo que tirem de nós essa conquista pela qual lutamos tanto, uma conquista do nosso bairro”, acrescentou.

Cooperativa vê retrocesso em fechamento da Caixa

“Fomos surpreendidos por essa medida do governo federal, de querer fechar a única agência da região. Para nós, é preciso aumentar o número de agências. Ao invés disso, o governo quer fechar. O fechamento vai empurrar vários moradores, vários comerciantes, para a falência. Imagina para os moradores daqui precisarem pegar um ônibus lá para Marechal Tito. É R$ 3,80 para lá, R$ 3,80 para cá. A Caixa é pública. A Caixa é nossa. Não vamos deixar o governo fechar nossa única agência”, enfatizou o morador e liderança comunitária, Euclides Mendes, o Kiko.

Sindicato e população protestam contra fechamento de agência em Jardim Camargo Novo

Cobrança – O Sindicato já enviou ofício à direção da Caixa reivindicando que a decisão de fechar cerca de 100 agências no município de São Paulo, incluída a unidade do Jd. Camargo Novo, seja revista. No ato, a presidenta do Sindicato, Ivone Silva, entregou documento a um representante da SR Penha (Superintendência Regional Penha da Caixa) cobrando a permanência do banco público no local.

“O que reivindicamos não é nenhum favor do governo federal. É nosso direito. A Caixa é um bem público, um bem de todos. A questão não são só os empregos dos nossos colegas empregados da Caixa. É também a defesa de uma política de investimento. De investimento na população. O retorno dos nossos impostos. Não concordamos com o fechamento desta agência do Jd. Camargo Novo e com o desmonte da Caixa”, destacou Ivone.

Abraço – O ato foi encerrado com um grande abraço simbólico na agência, que reuniu dirigentes sindicais, lideranças comunitárias locais, moradores e comerciantes.  

“Nossa luta pela manutenção da agência Jd. Camargo Novo tornou-se um símbolo da resistência ao desmonte da Caixa, promovido pelo governo Temer. Estamos há vários dias ocupando a frente da agência e já recolhemos mais de 3.600 assinaturas contra o fechamento. O que acontece aqui, essa união entre população e bancários na defesa da Caixa, na luta contra a privatização de um patrimônio de todos, precisa se espalhar por todo o país”,  conclui o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis. 

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