Eleições 2018

Haddad se compromete com defesa das empresas públicas

Candidato que disputa o segundo turno da eleição à Presidência assinou termo de compromisso apresentado pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas

  • Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, com edição de Spbancarios
  • Publicado em 10/10/2018 14:37

O candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, assinou na manhã de domingo 7, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, termo de compromisso com o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. No documento, ele se compromete a “apoiar e defender o fortalecimento das empresas públicas em nome do interesse coletivo e da soberania nacional”.

> Cartilha em Defesa dos Bancos Públicos

Com o resultado do primeiro turno, confirmando a disputa entre Haddad e Jair Bolsonaro (PSL), a questão das privatizações fica evidenciada em dois projetos distintos, já que o candidato do PSL tem como diretriz a venda de estatais. Embora pouco fale sobre sua plataforma econômica, seu mentor, Paulo Guedes, já deixou claro mais de uma vez que pretende promover a privatização de “todas” as estatais, justificando que essa seria uma forma de reduzir o endividamento público. A entrevista de Guedes foi concedida à Globonews em 24 de agosto , e pode ser acessada pelo link glo.bo/2RAoCzh.

Jair Bolsonaro, um dia após encerrado o primeiro turno, afirmou que irá promover a privatização de um terço das estatais já no primeiro ano de governo. “Nós iremos reduzir o tamanho do Estado (...) De aproximadamente 150 estatais, no primeiro ano no mínimo cinquenta ou nós privatizaremos ou extinguiremos.”

“É de extrema importância que tenhamos uma candidatura comprometida com o fortalecimento das empresas públicas como a Caixa, que é uma instituição fundamental para o desenvolvimento do país e na operação de diversos programas sociais. Por outro lado, a outra candidatura sempre se mostrou favorável as privatizações ou, como disse o próprio candidato, de privatizar tudo o que for possível. Além de analisar esse posicionamento, o histórico do candidato é um importante sinal para entendermos de que lado ele está. Quem foi favorável a reforma trabalhista, a entrega do pré-sal às petroleiras internacionais,  não votou contra a terceirização irrestrita, inclusive no setor público, e pertence ao partido mais fiel ao governo Temer em 2018 com certeza não está ao lado dos trabalhadores”, avalia o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

“São dois projetos opostos que estão colocados para o país. Além da questão das privatizações e do respeito à soberania nacional é preciso ter em mente a defesa dos direitos humanos e da própria democracia que nos permite dialogar com diferentes atores e, inclusive, ir às urnas. Não podemos, de forma alguma, optar pelo retrocesso”, conclui a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e conselheira eleita pelos empregados para o Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano.



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