Luta!

Plenárias: seja protagonista na defesa da Caixa 100% Pública e dos direitos!

Em meio ao desmonte promovido pelo governo Temer, sobram ataques aos direitos dos empregados e a função social da Caixa: verticalização, fim da incorporação, abertura de capital, entre outros. Plenárias em todas regiões de São Paulo reunirão bancários no dia 29, a partir das 19h. Participe!

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 23/11/2017 19:22 / Atualizado em 23/11/2017 19:47

Foto: Seeb-SP

São Paulo – A Caixa passa por intenso desmonte ordenado pelo governo Temer, que não tem o menor pudor em expor suas intenções privatistas em relação ao banco, instituição fundamental para a população e o desenvolvimento do país. Neste cenário, os empregados já estão enfrentando redução dos seus direitos e remuneração. Para alinhar as estratégias da luta em defesa da Caixa 100% Pública e dos trabalhadores do banco, serão realizadas plenárias em todo o país, no dia 29. Em São Paulo, acontecem na sede e regionais do Sindicato (confira locais na tabela abaixo), a partir das 19h.

“A CEE/Caixa se reunirá no dia 30 para encaminhar nacionalmente ações em defesa da Caixa 100% Pública e dos direitos dos seus empregados. As plenárias são a oportunidade dos bancários apresentarem suas propostas para essa importante mobilização. O empregado é o principal protagonista dessa luta! Por isso, é importante a presença de todos nas plenárias. As propostas de todo o Brasil serão reunidas para tirarmos ação unificada no dia 30”, enfatiza o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

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Ataques – Entre os ataques de Temer à Caixa e seus empregados está a intenção de, na próxima reunião do Conselho de Administração do banco, mudar o estatuto da instituição impondo teto de gastos com o Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores, e transformando a Caixa em sociedade anônima, o que abre caminho para a abertura de capital e privatização. Além disso, a direção do banco já revogou o RH 151, que assegurava a incorporação de função para empregados comissionados por 10 anos ou mais.

> Temer ameaça com abertura de capital da Caixa

Em negociação com representantes dos empregados, a direção do banco negou garantia de emprego, da incorporação de função, entre outras reivindicações.

> Travando negociação e revogando RH 151, Caixa revela ataques aos empregados

“Ao revogar o RH 151, a Caixa retira um direito estabelecido dos empregados. Ao não reverter os descontos, desrespeita o legítimo direito de greve dos trabalhadores. Ao negar garantia de emprego em negociação, a Caixa, enquanto banco público, revela sua intenção de demitir sumariamente, algo que na atual conjuntura política não está nem um pouco longe de ser possível. Além disso, a direção do banco fecha agências, enxuga o quadro de funcionários e reduz drasticamente o papel social da Caixa”, alerta Dionísio.

Em 2017, os empregados da Caixa, junto com bancários de outras instituições e trabalhadores de outras categorias profissionais, participaram de forma maciça de duas greves gerais, em 28 de abril e 30 de junho. Apesar de revertidos os reflexos na carreira, a direção da Caixa ainda não reverteu o desconto na remuneração dos trabalhadores.

“A votação das mudanças do estatuto – que prejudicam a sustentabilidade do Saúde Caixa e abrem caminho para privatização do banco -, prevista para ter acontecido em 18 de outubro, foi suspensa por conta da resistência dos empregados em todo o país. Agora, é preciso de muita unidade para intensificar ainda mais a nossa mobilização. O que está em jogo é a Caixa 100% Pública, nossos empregos e direitos. Ou reagimos todos, unidos, ou vamos ter de assistir o fim da Caixa e dos seus empregados”, conclui o dirigente.



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