Dia Nacional de Luta

Bancários mobilizados em defesa da Previdência

Sindicato percorreu 11 concentrações bancárias em São Paulo nesta quinta-feira 22, dia nacional de luta contra reforma que quer acabar com o direito à aposentadoria dos trabalhadores

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 22/11/2018 12:15 / Atualizado em 22/11/2018 13:40

Foto: Seeb-SP

Trabalhadores estão mobilizados nesta quinta-feira 22, em todo o país, contra a reforma da Previdência que ataca o direito à aposentadoria dos brasileiros. O Dia Nacional de Mobilização foi definido pelas centrais sindicais (CUT, Intersindical, CSP-Conlutas, UGT, CGTB, CSB, Nova Central, Força Sindical e CTB) como parte de um calendário de luta em defesa da Previdência Social.

A categoria bancária também está mobilizada. O Sindicato dos Bancários de São Paulo percorrerá 11 centros administrativos dos cinco maiores bancos em todas as regiões da capital e também em Osasco: Casa 1, do Santander (zona sul),  CAT do Itaú e Caixa do Brás (leste), CA Pinheiros e W Torre do Itaú (oeste), Caixa da São Joaquim e Telebanco Santa Cecília do Bradesco (centro), Vila Santander (norte), BB Estilo Super, BB Super e Bradesco Prime (região da Paulista) e Cidade de Deus, a matriz do Bradesco (Osasco).

“Estamos nos locais de trabalho, nas ruas, nas praças, esclarecendo a população dos riscos de aprovar uma reforma da previdência que prejudica a maioria absoluta dos trabalhadores, com prejuízo maior ainda para as mulheres, e que torna o direito à aposentadoria impossível para a juventude. Essa ameaça às nossas aposentadorias, que vem desde o governo golpista de Temer, se fortaleceu com a eleição deste novo governo, que é favorável à reforma”, destaca a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro.

> Atenção: sua aposentadoria está ameaçada!

A dirigente lembra que a proposta de reforma de Temer, que aumenta o tempo de trabalho e de contribuição para o trabalhador ter direito à aposentadoria, foi barrada até agora no Congresso devido à mobilização da classe trabalhadora. “Em 2016 e 2017 fizemos greves gerais, marcha a Brasília e diversos outros protestos que juntaram milhares de pessoas nas ruas de todo o país, e conseguimos impedir de deputados e senadores da base aliada de Temer aprovassem a proposta.”

Neiva reforça que agora mais do que nunca a mobilização e a pressão sobre os parlamentares tem que continuar. “O projeto do novo governo pode ser bem pior que o de  Temer. Seu futuro ministro da economia defende a capitalização da Previdência, nos moldes de planos privados oferecidos pelos bancos. Ele segue o modelo do Chile, que resultou na miséria de milhares de pessoas que trabalharam a vida inteira e que na velhice não têm como se sustentar. Precisamos da união de todos para impedir isso”, reforça a dirigente.

O Sindicato continuará nas ruas ao longo da tarde desta quinta, distribuindo Folha Bancária especial sobre o tema e conversando com bancários e bancárias.

 

 



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