Novembro da Resistência

Sindicato inicia 16 Dias de Ativismo pelo Fim da violência contra a mulher

Tema faz parte do Novembro da Resistência do Sindicato. Campanha inicia oficialmente no mundo no dia 25 de Novembro, organizado pela ONU

  • Elenice Santos, Redação Spbancarios
  • Publicado em 23/11/2018 17:48 / Atualizado em 27/11/2018 13:24

Foto: Freepik

Com o intuito de ampliar o debate com a sociedade e propor medidas de prevenção e combate à violência contra a mulher, o Sindicato dá início a partir de domingo 25, aos 16 dias de ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher.

Essa campanha mundial é organizada pela ONU e vai até 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Internacional dos Direitos Humanos. 

A secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro, destaca a ação conjunta com a Uni Global Union, sindicato global, dentro da ação de 16 dias de ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que teve inicio nesse 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Até o próximo dia 10 de dezembro, dirigentes sindicais irão lembrar os compromissos de ação pelo fim da violência de gênero.

 

Essa pauta também está dentro da programação do Novembro da Resistência, que falou também sobre a Consciência Negra.

“No Brasil, a campanha de ativismo começou no dia 20 – Dia Nacional da Consciência Negra para reforçar a necessidade de enfrentamento à discriminação racial e as tantas formas de violência que as mulheres, principalmente a mulher negra, estão expostas e se não houver uma conscientização da sociedade, mais mulheres sofrerão com esse problema”, diz a secretária-geral do Sindicato e vice-presidenta da Uni Américas Mulheres, Neiva Ribeiro, que ressalta também que a violência doméstica praticada muitas vezes por quem deveria cuidar e amar, infelizmente, cresce a cada dia.
 


Durante esses 16 dias de ativismo, o Sindicato fará uma série de reportagens sobre o tema conscientizando a sociedade sobre as diversas formas de violência, como psicológica, sexual e financeira a que as mulheres são submetidas.

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“Temos de deixar claro que a mulher vem sofrendo vários tipos de violência, e que muitas vezes, a deixa impotente a ponto de não procurar ajuda. Muitas mulheres morrem vítimas de violência física, mas a psicológica que é quando o agressor faz a mulher se sentir incapaz, priva sua liberdade, tem crescido e aparecido com bastante ênfase nas pesquisas”, afirma.

Ela ainda lembra que o Sindicato já participa e adere a várias campanhas do Brasil e do exterior, por meio da Uni Mulheres e que são reproduzidas pela Contraf-CUT por ser um assunto de extrema importância para o meio sindical.

“Você não consegue uma sociedade com igualdade salarial, de oportunidades e promoção se as mulheres ainda são as maiores vítimas da violência e se elas ainda têm o direito à vida em risco”, finaliza.

Origem

Os 16 dias de ativismo começaram em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo, segundo a ONU Mulheres Brasil.

No Brasil, a Campanha ocorre desde 2003 e é chamada 16+5 Dias de Ativismo, pois incorporou o Dia da Consciência Negra. A mobilização termina em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Cerca de 150 países participam da campanha.

A data é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas” e assassinadas em 1960 por fazerem oposição ao governo do ditador Rafael Trujillo, que presidiu a República Dominicana de 1930 a 1961, quando foi deposto.

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