Protesto pelo país

CUT faz atos em 25 estados contra reforma da Previdência

De norte a sul do país, manifestações e paralisações deram recado aos parlamentares: se votar, não volta! Em São Paulo, concentração para o ato será às 16h, na Avenida Paulista, vão livre do Masp

  • CUT e Rede Brasil Atual, com edição da Redação SPbancarios
  • Publicado em 05/12/2017 11:54 / Atualizado em 05/12/2017 14:55

Ato em Fortaleza, Ceará

Foto: Rachel Chaves

São Paulo – Nesta terça 5, diz de mobilização nacional contra a reforma da Previdência, atos em diversas cidades dão uma clara mensagem aos parlamentares: se votarem a favor da PEC 287, que acaba com a aposentadoria dos brasileiros, não serão reeleitos. Já pela manhã,  houve protestos em capitais e cidades de norte a sul do país contra a proposta de "reforma" que o governo Temer tenta votar ainda neste mês. Além da retirada de pauta das mudanças nas aposentadorias, o protesto também é contra a reforma trabalhista, a terceirização e o desmonte dos serviços públicos. 

Ainda na madrugada, sindicalistas e ativistas de movimentos sociais bloquearam a entrada de três garagens de ônibus em Aracaju (Sergipe). Também em Sergipe, professores da rede estadual e bancários de todo o estado anunciaram suspensão de suas atividades por 24 horas. Na capital, Aracaju, a greve também atinge os ônibus municipais, com protestos nas garagens das companhias. Manifestantes também bloquearam rodovias que dão acesso à capital.Ninguém entrava e ninguém saia.  

No Maranhão, a BR 235 ficou parada e trabalhadores e trabalhadoras do campo e cidade interditaram a ponte do Bacanga, na entrada de São Luís.

No Rio Grande do Sul, a CUT e demais centrais sindicais não esperaram nem o dia clarear. O aeroporto foi escolhido para mandar o recado aos parlamentares que estão viajando rumo à Brasília. Os sindicalistas denunciaram as mentiras sobre déficit na Previdência e sobre o alegado "combate a privilégios", que o governo usa como argumentos para tentar convercer a população. Depois o movimento seguiu e fizeram um ato na Praça da Matriz, diante do Palácio Piratini.

“Se a Reforma da Previdência é boa por que os políticos, militares e o judiciário estão fora?”, era a frase questionadora de uma faixa em frente ao banco Santander, que estava fechado pelos bancários, no centro do Rio de Janeiro, onde aconteceu um ato público, que contou com a participação dos bancários de Campos, metalúrgicos e servidores da rede estadual Faetec. Outros bancos na capital carioca também foram fechados.

Ainda no Rio, os petroleiros fizeram uma grande mobilização em Macaé, Angra e outros municípios. Os trabalhadores do Estaleiro Brasfels atrasaram a entrada no trabalho em uma hora. Nas redes sociais, os banqueiros foram denunciados.  “Não conseguirão enganar a todos o tempo todo”, se referindo às dívidas dos banqueiros com a Previdência Social e também ao interesse dos banqueiros em aprovar a reforma para vender previdência privada aos mais pobres e continuar lucrando milhões no nosso país.

Na capital de Santa Catarina, além de algumas trabalhadores e trabalhadoras  terem aderido à greve, no aeroporto Hercílio Luz houve mobilização, panfletagem e diálogo com a população sobre os riscos que a aprovação da Reforma da Previdência representa para toda a sociedade. Também teve greve dos trabalhadores e das trabalhadoras químicas de Criciúma e região.

Em Fortaleza, a manifestação da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, das quais a CUT faz parte, reuniu cinco mil pessoas contra a Reforma da Previdência. “Quem vota contra o trabalhador, não volta pro Congresso. O povo tá de olho”, dizia uma das faixas erguida pela população.

Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o ato contra a Reforma da Previdência foi na Praça do Vuco vuco.

Em Goiás, quase acabou mal. Enquanto trabalhadores e trabalhadoras protestavam contra o fim da aposentadoria, um ônibus quase atropelou quem estava na frente.
 
Bancários de Curitiba e região realizaram um ato no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, contra a Reforma da Previdência. O local foi escolhido para abordagem dos deputados federais que embarcam todas as terças para expediente em Brasília.

Em Salvador (BA), manifestantes ocuparam a Avenida Antônio Carlos Magalhães, próximo ao Shopping da Bahia, na região central. No Maranhão, professores da rede estadual, técnicos do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e servidores do Judiciário paralisaram as atividades. Na capital, São Luís, os protestos também contaram com a participação de movimentos estudantis, do campo e sem teto, além dos sindicatos.

Ato na Paulista – Ainda estão previstos atos e manifestações contra a reforma da Previdência ao longo da tarde. Em São Paulo, o ato será à tarde, com concentração marcada para as 16h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Acompanhe as manifestações nos demais estados pelo site da CUT.

"Vamos manter a pressão sobre os deputados, a maioria de olho na reeleição de 2018”, ressalta a presidenta do Sindicato, Ivone Silva, convocando todos a acessar o site Na Pressão e enviar mensagens aos parlamentares. 

Estado de alerta - As principais centrais chegaram a convocar greve nacional para esta terça-feira 5, mas suspenderam a convocação após informação de que o governo havia desistido de colocar a proposta de reforma da Previdência em votação ainda nesta semana.

Mas a CUT e demais centrais estão em estado de alerta: “Nossa palavra de ordem continua a mesma: se botar pra votar, o Brasil vai parar”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.



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