Trabalhadores, uni-vos!

Fórum da UNI Américas Juventude discute sindicalização

Evento, ocorrido em São Paulo entre os dias 5 e 7 de dezembro, reuniu 40 representantes de países do continente

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 07/12/2018 13:10 / Atualizado em 07/12/2018 16:30

A discussão e o desenvolvimento de métodos de sindicalização e de diálogo com os trabalhadores foram alguns dos assuntos discutidos na segunda edição do Fórum de Sindicalização da UNI Américas Juventude, braço da UNI Global Union. O evento ocorreu entre os dias 5 e 7 de dezembro, em São Paulo, e reuniu 40 representantes de países do continente, entre eles Brasil, Argentina, Uruguai, Nicarágua, República Dominicana e Chile.

A UNI Global Union é um sindicato global que representa mais de 20 milhões de trabalhadores de 900 sindicatos do setor de serviços em países de todos os continentes. 

O evento contou com a participação das dirigentes sindicais Lucimara Malaquias, vice-presidenta da UNI Américas Juventude, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do Santander; Fernanda Lopes, secretária nacional de Juventude da Contraf-CUT e bancária do BB, e Karen Souza, do coletivo Juventude do Sindicato e bancária do Bradesco. 

“Nesses fóruns sempre procuramos encontrar os melhores métodos e as possibilidades de adaptá-los em diferentes realidades, sempre respeitando as especificidades da categoria e as culturas locais de cada país”, ressalta Lucimara Malaquias.

"A troca de experiências entre diversos países e ramos de atividade é enriquecedora. Na categoria bancária, temos alto índice de sindicalização. E uma categoria unificada é muito mais forte. Aqui no Brasil, a juventude vem sendo diretamente impactada pela reforma trabalhista, terceirização e outros retrocessos e precisa estar organizada para lutar contra toda forma de precarização do trabalho", acrescenta Fernanda Lopes.

“As estratégias que construímos nestes três dias de muito estudo foram enriquecedoras para todos, em suas diferentes realidades e dificuldades. Vemos o avanço dos governos de direita na América, e os trabalhadores precisam estar unidos fortalecendo suas entidades para juntos lutarmos por nossos direitos”, finaliza Karen Souza, que participou pela primeira vez de um fórum internacional com jovens sindicalistas de diversos países.



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