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Festival de surpresas desagradáveis no Casp

Aos 45 do segundo tempo, bancários descobrem que pertencem a outra empresa do HSBC e, com isso, receberam menos PLR; além disso, serão transferidos para matriz do Bradesco, situada em outra cidade

Redação Spbancários
9/11/2016


São Paulo – Com o fim da Campanha Nacional 2016, cerca de 20 bancários do HSBC lotados no Casp tiveram de encarar uma série de aporrinhações. A primeira delas foi um desconto considerável na PLR. Eles receberam R$ 1.200 a menos do que os bancários do Bradesco, instituição financeira que adquiriu o banco britânico. Tudo isso porque, sem serem avisados, foram transferidos para a financeira Losango, empresa que pertencia à filial brasileira do HSBC.

O Sindicato entrou em contato com o banco, que alegou que o valor definido para o pagamento da PLR é contabilizado entre julho e outubro, por isso a diferença, e que, no ano passado, por exemplo, a Losango teve lucro e beneficiou os contratados pela financeira.

“Se não bastasse tudo isso, falta muita informação para essa turma que passou para a Losango”, protesta o dirigente sindical Paulo Sobrinho. “O banco quer transferi-los para a Cidade de Deus, em Osasco, prejudicando aqueles que moram longe, pois além da questão da mobilidade, que interfere muito na qualidade de vida do trabalhador, ainda tem o inconveniente de faltar vagas de estacionamento na sede do Bradesco”, acrescenta.  

De acordo com apuração do Sindicato, o Bradesco está mandando os funcionários desocuparem o setor para dar lugar aos empregados do Droc, departamento que será transferido da Cidade de Deus – como é chamada a matriz do Bradesco – para o Casp. Com isso, esses bancários terão de se acomodar no térreo daquele centro administrativo até que o banco decida pra onde irão de fato.

“A situação é muito ruim e já tem trabalhador adoecendo por causa angústia de não saber o que vai acontecer. Neste momento, o Sindicato clama para que o banco tenha mais sensibilidade sobre o destino e o futuro desses bancários que já programaram suas vidas em torno da rotina no Casp”, cobra Paulo Sobrinho. 
 
 
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