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Bancários se unem pela soberania nacional, manutenção de direitos, e fortalecimento da democracia

Conferência Nacional fez uma análise da situação política e econômica do país, com a participação de Haddad, Boulos, Jacques Wagner, Stédile, entre outros

  • Publicado em 04/08/2019 17:00

São Paulo –  A categoria definiu neste domingo (04), durante a 21ª Conferência Nacional, as resoluções aprovadas por trabalhadores bancários representados por cerca de 600 delegados em todo o país. Entre os destaques estão a defesa da soberania nacional, manutenção do emprego e contra as privatizações. 

A pauta geral da classe trabalhadora também foi debatida e aprovada, como o fim da Reforma da Previdência e em defesa da liberdade de imprensa. Outros itens importantes são a defesa do papel dos bancos públicos, que estão sendo desmontados pela atual administração e a defesa da saúde pública.

 “Temos como prioridade a luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores, duramente conquistados e ameaçados, e a mobilização contra a reforma da Previdência pública, que vai prejudicar principalmente os mais pobres”, disse Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Em um momento de ameaça à democracia no país é essencial a união em defesa da soberania nacional e a luta contra a privatização de empresas públicas, fundamentais para o futuro do país como a Petrobras e o sistema Eletrobras, que estão sendo entregues ao capital internacional e são setores estratégicos da economia”.

 

“É fundamental refletir sobre a situação do país, com ameaça de retirada de direitos dos trabalhadores e o fim de conquistas históricas, como a aposentadoria, que está em votação na Câmara dos Deputados. É um retrocesso para toda a população, com altos índices de desemprego e o fim de um projeto de estado que investiu na promoção do desenvolvimento econômico e social para um projeto de concentração de renda, com um estado mínimo, e mantendo o interesse de um grupo pequeno e historicamente privilegiado“, disse Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.  

 

Bancários – Este ano não haverá Campanha Nacional Unificada, em função do acordo fechado em 2018, com validade por dois anos. O acordo prevê reajuste de 5% (aumento real de 1,31%) em 2018 e 1% de ganho real em 2019 para salários e demais verbas, e garantia de manutenção de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida para todos os empregados de bancos públicos e privados em todo o Brasil.

 

Participação – Todos os vídeos da Conferência Nacional Unificada podem ser visualizados pelo Facebook da Contraf-CUT.

 

Lucro dos bancos – Mesmo caminhando para o quarto ano de recessão econômica, o lucro dos bancos segue batendo recorde. Somente no primeiro trimestre de 2019, o líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander), atingiu a marca de R$ 24,7 bilhões, o que representou aumento de 20,2% que o mesmo período de 2018. No mesmo período, foram fechados 1.530 postos de trabalho e 204 agências no país.

 

 

21ª Conferência Nacional dos Bancários

Local: Quadra dos bancários: Rua Tabatinguera, 192, Sé, São Paulo

Dia 03 de agosto: sábado

 

10h às 13h – Mesa 1 – Análise de conjuntura

Coordenação:

Composição da mesa:

Palestrantes: 

Guilherme Boulos - Ex-candidato ao cargo de presidente do Brasil pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL

Fernando Haddad – Ex-candidato ao cargo de presidente pelo Partido dos Trabalhadotes (PT)   

Alejandro Guillier – Senador da República do Chile

 

13h às 14h – Prazo para substituições de delegados e delegadas

 

13h às 14h30 – Almoço   

 

14h30 às 16h30 – Mesa 2 – Soberania Nacional

Coordenação:

Composição da mesa:

Palestrantes:

Jaques Wagner – Senador do Partido dos Trabalhadores - Tempo: 30’

João Pedro Stédile – Dirigente Nacional do Movimento Sem Terra – MST - Tempo: 30’

Ladislau Dowbor – Professor e economista - Tempo: 30’

 

16h30 às 18h – Mesa 3 - Reforma da Previdência

Coordenação:

Composição da mesa:

Palestrante:

Carlos Gabas - Ex-ministro da Previdência Social nos governos Lula e Dilma - Tempo: 30’

 

 

 

Cecilia Negrão

Assessora de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

(11) 99610-5594

[email protected]



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