Inflação oficial fecha em 6,29%, a menor em 3 anos

Alimentos sobem menos, mas seguem tendo maior impacto, com destaque para o arroz e o feijão. Planos de saúde pressionaram taxa, e preço da energia caiu. Já INPC terminou 2016 com variação de 6,58%

  • Publicado em 11/01/2017 13:29 / Atualizado em 05/03/2017 21:19
Rede Brasil Atual
11/1/2017


São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência de inflação no país, variou 6,29% em 2016, abaixo dos dois anos anteriores – 10,67% em 2015 e 6,41% em 2014 – e dentro do chamado "teto" estipulado pelo governo. A taxa em dezembro foi de 0,30%, a menor para o mês desde 2008, segundo o IBGE, que divulgou os resultados na manhã desta quarta-feira 11. Já o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) fechou o ano com alta de 6,58%.

Os preços dos alimentos aumentaram menos no ano passado – 8,62%, ante 12,03% em 2015 –, mas continuaram exercendo o principal impacto no resultado geral, de 2,17 pontos percentuais. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais, de maior alta no ano (11,04%), representou impacto de 1,23 ponto. Somados, os dois grupos foram responsáveis por mais da metade (54%) do IPCA de 2016.

O grupo Alimentação e Bebidas tem peso de 25% nas despesas das famílias. Os alimentos para consumo em casa (peso de 17% no IPCA) subiram 9,36% em 2016, enquanto a alimentação fora de casa (8,83%) subiu 7,22%. A alta da alimentação em casa variou de 6,61% (região metropolitana de Curitiba) a 13,75% (Fortaleza).

Produtos do dia a dia, o arroz teve alta de 16,16% no ano e o feijão, de 56,56%. As frutas aumentaram 22,67%, o açúcar cristal subiu 25,30% e o café moído, 20,34%. O leite em pó subiu 26,13%. Individualmente, o principal impacto veio do item refeição fora de casa, que mesmo subindo menos no ano passado (de 9,71%, em 2015, para 5,67%) teve peso de 0,29 ponto.

Entre os produtos que ficaram mais baratos em 2016, o IBGE destaca a cebola (-36,50%), batata inglesa (-29,03%), tomate (-27,82%) e cenoura (-20,47%).

De acordo com o instituto, a principal contribuição para conter o IPCA no ano passado foi da energia elétrica, que variou -10,66%, com impacto de -0,43 ponto percentual na inflação. O IBGE apurou quedas em Curitiba (-21,53%), Rio de Janeiro (-14,19%), Goiânia (-15,65%), São Paulo (-14,11%), Porto Alegre (-12,38%) e Vitória (-9,51%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais (11,04%) foi o único com variação maior do que em 2015 (9,23%). A maior pressão veio de mensalidades de planos de saúde, com variação de 13,55%, a mais alta desde 1997. Os remédios subiram 12,50%, taxa mais elevada desde 2000.

Segundo grupo com maior peso na composição do IPCA (18%), Transportes variou 4,22%, ante 10,16% em 2015. O destaque foi a alta do transporte público (7,78%), incluindo ônibus intermunicipal (11,78%), ônibus urbano (9,34%), metrô (9,14%), trem (8,45%), ônibus interestadual (7,66%) e táxi (7,06%). Os preços das passagens aéreas caíram 4,88%.

O item veículo próprio subiu 2,91%, enquanto as multas subiram 68,31%. Automóveis novos e usados tiveram variação de 0,48% e -4,46%, respectivamente. Com variação de 2,54%  na gasolina e 2,21% no diesel, os combustíveis subiram 3,25%.

Nas regiões pesquisadas, Fortaleza teve a maior taxa do IPCA (8,61%), enquanto a menor foi apurada em Curitiba (4,21%), região que havia registrado a principal alta no ano anterior (13,81%). A inflação oficial variou 7,74% em Recife, 7,40% em Salvador, 7,16% em Campo Grande, 6,90% em Porto Alegre, 6,87% em Belém, 6,49% em Belo Horizonte, 6,48% em São Paulo, 6,23% no Rio de Janeiro, 5,54% em Vitória, 5,36% em Goiânia e 5,16% em Brasília.

Apenas em dezembro, o IPCA subiu 0,30%, acima do mês anterior (0,18%) e bem abaixo de dezembro de 2015 (0,96%). Foi a menor taxa para o mês desde 2008.

INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor passou de 11,28%, em 2015, para 6,58%. Os alimentos variaram 9,15%, ante 12,36% no ano anterior. E os produtos não alimentícios foram de 10,80% para 5,44%. Em dezembro, o INPC variou 0,14%, também acima do mês anterior (0,07%) e abaixo de 2015 (0,90%).


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