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Comitê Estadual em Defesa da Caixa é lançado na Paulista

Ato contou com a participação do Sindicato, Apcef-SP, movimentos por moradia e demais defensores do banco público

  • Danilo Motta, Redação Spbancarios
  • Publicado em 12/01/2018 15:52 / Atualizado em 15/01/2018 12:58

Representantes dos empregados da Caixa e movimentos por moradia se uniram na luta pelo banco público

Foto: Seeb-SP

São Paulo – Em comemoração ao aniversário de 157 anos da Caixa Econômica Federal, foi lançado durante um ato na Avenida Paulista o Comitê Estadual em Defesa do banco público. No ato, na sexta-feira 12, foram distribuídas cartilhas à população sobre a importância da instituição para toda a sociedade e coletadas assinaturas em defesa dos bancos públicos. Ao final, dirigentes sindicais, bancários, movimentos de luta por moradia e populares que passavam pelo local deram um abraço simbólico na agência do banco localizada no número 1842 da Avenida Paulista, sob uma revoada de balões azuis e laranjas.

“Além do lançamento do Comitê Estadual, há toda uma discussão com a população que passa aqui na Avenida Paulista sobre a importância da Caixa, que financia 70% da habitação do país, tem 40% da poupança e que é um banco que, além de comercial, tem uma tarefa social que os outros bancos não fazem”, lembrou o dirigente do Sindicato e bancário da Caixa Dionísio Reis.

> Leia a carta de lançamento do Comitê Estadual em Defesa da Caixa

Por conta dos programas habitacionais financiados pela Caixa, movimentos por moradia popular também aderiram á atividade.

“É a Caixa que opera todos os recursos do Minha Casa, Minha Vida, que minguaram a partir do governo Temer. Além disso, é o único banco que tem abertura de conta para famílias mais pobres e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de todos os trabalhadores. Por isso, não à privatização da Caixa!”, defendeu Sidnei Pita, coordenador da União Nacional da Luta por Moradia.

Clair Helena Peixoto, da coordenação do Movimento de Moradia Missionária - Cidade Ademar (Cecasul/FLM) lembrou que os bancos públicos estão presentes em regiões mais necessitadas, onde bancos privados não têm interesse em atuar, a exemplo da Vila Joaniza, onde uma agência da Caixa ficou em vias de ser fechada, mas a luta da população ao lado do Sindicato impediu o encerramento das atividades daquela unidade.

“A Caixa é importante em toda a cidade de São Paulo, mas lá na Yervant (Kissajikian, em Cidade Ademar, zona sul da capital paulista) é o único banco público para apoiar as inscrições de moradia, os aposentados e os microempreendedores da região”, ressaltou.

Kardec de Jesus, presidente da Apcef-SP, aproveitou para criticar o fechamento de agências que vem sendo promovido pelo governo.

"A Caixa ajuda principalmente com relação à infraestrutura das regiões mais pobres, como é o caso do Jardim Camargo Novo e Vila Joaniza. E o governo vem fazendo justamente o caminho inverso: quer fechar as agencias dos lugares que mais necessidade têm", afirmou.

A luta continua – Na próxima quinta-feira 18, será realizada uma nova atividade na Avenida Paulista, em defesa da Caixa 100% pública. Serão distribuídos informativos e cartilhas para trabalhadores e a população geral para esclarecer sobre a importância do banco. Quem quiser participar como voluntário na entrega dos materiais, basta se inscrever no formulário abaixo. Nenhuma informação sobre os voluntários será publicada – será apenas para os dirigentes entrarem em contato para organizar a distribuição dos voluntários pela Paulista, horário e pontos de encontro.

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