Aposentadoria

Calcule o estrago que a PEC da Previdência te impõe

Calculadora criada pelo Dieese e a CUT mostra, de modo fácil e claro, a diferença se aposentar pelas regras atuais e pelas que o governo Temer que impor

  • Publicado em 22/02/2017 17:29 / Atualizado em 17/03/2017 19:09
CUT, com edição da Redação
22/2/2017


São Paulo - A CUT lançou na terça 21 o Aposentômetro, uma calculadora que ajudará os trabalhadores a descobrir com qual idade se aposentarão, caso seja aprovada a Reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. A ferramenta informa quanto tempo lhe resta de trabalho até a aposentadoria nas regras atuais e como ficará se a proposta de Temer for aprovada pelo Congresso Nacional.

É muito fácil usar o AposentômetroBasta informar gênero, data de nascimento e tempo de contribuição para o INSS e clicar no "calcula" para ver o tamanho do desastre que o governo federal quer impor aos trabalhadores.

O projeto de Temer aumenta a idade mínima para 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, do campo e da cidade; e aumenta o tempo de contribuição de 15 anos para 25 anos. O conjunto de medidas impõe tantas dificuldades e restrições que praticamente inviabiliza que amplas parcelas de trabalhadores e trabalhadoras consigam se aposentar. Como disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, "Temer não quer reformar a Previdência, quer acabar com a aposentadoria dos trabalhadores".

Com o mote Reaja agora ou morra trabalhando, a CUT deu inicio a um movimento que pretende tomar as ruas do país pela preservação da aposentadoria, um direito histórico da classe trabalhadora. O Aposentômetro é uma das ações que contribuirão para dar aos trabalhadores argumentos para combater essa reforma e foi elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

E por falar em ocupar as ruas, foram marcados para os dias 8 - Dia Internacional da Mulher - e 15 de março - Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) já está nas ruas, nos locais de trabalho, nas Câmaras Municipais e entidades de classe debatendo os prejuízos que esta reforma provoca, conscientizando a sociedade e convocando os trabalhadores para a ir às ruas contra o fim da aposentadoria.


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