Pega na mentira!

Doria descumpre promessa e deixará prefeitura antes de terminar mandato

Prefeito de São Paulo, que se lançou pré-candidato ao governo do estado, deve abandonar a cadeira municipal até o dia 7 de abril

  • Rede Brasil Atual, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 13/03/2018 12:05 / Atualizado em 13/03/2018 12:09

Imagem: Freepik

São Paulo – O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou sua pré-candidatura governo do estado e vai concorrer, no domingo 18, à prévia para definir o candidato do PSDB. Um ano e dois meses após assumir o cargo, Doria descumpre a promessa de permanecer até o fim de seu mandato. Ele deve deixar a cadeira até o dia 7 de abril. 

Em setembro de 2016, durante a campanha eleitoral, Doria assinou uma carta se comprometendo a ficar os quatro anos na prefeitura. No documento elaborado pelo Catraca Livre (confira abaixo) o atual prefeito dizia que não concorreria a nenhum outro cargo.

A promessa do tucano se repetiu mais três vezes. "Tenho respondido essa pergunta todo dia, até por essa situação passada", afirmou, referindo-se ao seu companheiro de PSDB José Serra, que em 2006, mesmo tendo firmado compromisso em cartório, renunciou à prefeitura para se candidatar a governador. "Eu sou candidato a prefeito. Vou disputar a prefeitura. E serei prefeito pelos quatro anos", disse Doria ao  em entrevista ao G1, no mesmo mês em que assinou o carta de comprometimento,

Mas logo após assumir a prefeitura,  seu discurso começou a mudar. Em 17 de março, durante entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, no SBT, manteve o compromisso, mas deixou a dúvida no ar ao dizer que "nada na vida é irreversível." 

A declaração, que reacendeu a polêmica, fez o prefeito negar novamente, em abril, que disputaria novas eleições antes do fim de seu mandato. "Eu fui eleito para ser prefeito da cidade de São Paulo. É o que estou fazendo. É 'prefeitar'. Eu fui eleito para quatro anos. Eu vou cumprir esse mandato. É isso."

A quarta vez em que refez a promessa foi em dezembro do ano passado, após ver seu nome despencar nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República, por conta de episódios como o da ração humana e de uma sucessão de viagens para o exterior. "Eu nunca me apresentei como candidato, nunca fiz discurso, nunca assimilei, nunca escrevi, nunca mencionei. As pessoas que falaram isso. Eu continuo fazendo aquilo para o qual fui eleito: ser prefeito de São Paulo. Vou cumprir o meu mandato, integralmente, como prefeito da maior cidade brasileira".

Além de Doria, estão na disputa pela indicação tucana à sucessão de Geraldo Alckmin o suplente de senador José Aníbal, o cientista político Luiz Felipe d’Ávila e o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro. 



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