Sem avanços

Reunião da mesa de saúde com Fenaban termina sem avanços

Além de adiar apresentação de propostas na mesa de negociação, federação dos bancos apresentou dificuldade para se contrapor aos argumentos da comissão

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 24/05/2018 18:45 / Atualizado em 24/05/2018 19:22

Reunião cobrou continuidade dos debates sobre prevenção de adoecimentos e acidentes de trabalho, suspensão das demissões dos retornados do INSS e criação de um programa de acompanhamento das relações de trabalho

Foto: Contraf/CUT

A mesa de negociação da Comissão Bipartite de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT com a Fenaban (federação dos bancos) terminou sem avanços para os trabalhadores.

Na reunião, realizada na quarta-feira 23, foi cobrada a continuidade dos debates sobre prevenção de adoecimentos e acidentes de trabalho, a suspensão das demissões dos bancários retornados do INSS. Também tratou das cláusulas 45, que aborda o retorno ao trabalho, e 57, que propõe a criação de um programa de acompanhamento das relações de trabalho.

Para o secretário de Saúde do Sindicato, Carlos Damarindo, a Fenaban encobre os bancos no que se refere ao adoecimento dos trabalhadores. “Há um número incalculável de adoecidos sendo demitidos dentro de uma política higienista dos bancos, e a Fenaban continua calada. Essa é a hora que o trabalhador mais precisa do emprego. Se for demitido, além de ter de se preocupar em cuidar da saúde, da família, também terá de se preocupar uma nova ocupação.”

Damarindo contesta a atitude da federação que, além de adiar a apresentação de propostas na mesa de negociação com os trabalhadores, teve dificuldades em se contrapor aos argumentos da Comissão Bipartite de Saúde do Trabalhador.

“Exigimos que os bancos privados suspendam as demissões e perseguição aos bancários em tratamento médico e, nos bancos públicos, que não descomissionem os adoecidos. Contra essa prática, mandamos um aviso aos médicos do trabalho que pela indecência dos patrões submetem os trabalhadores às gestões higienistas dos bancos, desempenham um papel antiético e desumano: vamos continuar mobilizados e defendendo os bancários", finaliza Damarindo. 



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